01/08/2007

Quem nunca foi brega, que atire o primeiro pinguim de geladeira!!!

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Esse era para ser um post sobre a história do biquini, mas quando me deparei com os modelitos antigos, pensei: "Que coisa mais brega!". Daí o post.

A frase do título não é de minha autoria, mas achei de uma criatividade tão grande, que a adotei.

Vamos fazer uma reflexão sobre o lado brega que existe em cada um de nós, e que fazemos tanta questão de esconder.

Se você gosta de anões de jardim, acha o verde-rosa da Magueira lindo ou chora ao ouvir as músicas do Peninha na voz do Caetano, sinto lhe dizer, você é brega!

Negue que você nunca se emocionou com um dos quadros medíocres do programa do Gugu, Domingão do Faustão ou do Netinho. Aqueles mesmos que arrancaram algumas lágrimas de você quando mostram um reencontro entre mãe e filho separados pelo tempo. Ou um arquivo confidencial com aquele artista da novela que você finge em não acompanhar. Se não, a história triste daquela menina que se transformou de gata borralheira em princesa, e que teve o quarto reformado. Fala sério!

Mesmo que você não se encaixe no perfil acima ou não é daquelas pessoas que se vestem combinando cor com cor e que raspa com os dentes o recheio da bolacha antes de comê-la, não tem importância. O que vale mesmo é que você seja autêntico. Sem exageros.

Se você gosta daqueles conjuntinhos de plástico para capa de vaso sanitário, botijão de gás, liquidificador e batedeira, mande todos mundo catar coquinho, inclusive eu, e assuma seu lado brega!

Entre casais são comuns os apelidos carinhosos ou qualquer outro código ou codinome que identifique o grau de intimidade da relação. É um tal de mô, nem, preta, preto, tchuco, buzunguinho, e outras coisas mais bizarras. Às vezes o amor deixa a gente cega ou meio abobalhada.

E falando em amor, Fernando Pessoa já afirmava que todas as cartas de amor são ridículas. Não seriam cartas de amor se não fossem ridículas... Já o escritor Roberto Freire, no livro Ame e dê vexame, mostra as dificuldades de uma vida amorosa numa sociedade voltada para o que está em oposição aos sentimentos. O autor explica as vantagens de mergulhar profundamente naquilo que pode causar escândalo em determinado momento, mas que revela-se, com o tempo, corno a única grande motivação de se continuar vivo: o amor. Portanto amigo, chique é ser brega. E não esqueça: ame e dê vexame. Mesmo que seja brega.

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