28/07/2007

O pai-de-santo



Procurando informações sobre pais-de-santo na Internet (depois vocês vão entender...), encontrei uma coisa muito engraçada:

ATENDIMENTO PESSOAL

Fazemos qualquer tipo de trabalho: amarração, limpeza de corpo, trabalhos de amor, trabalhos de cura, obrigações, abertura de caminhos, feitura de santo, etc.


Todos os dias das 9:00 às 18:00 h. (Sempre por ordem de chegada)


ATENDIMENTO ON-LINE


Prencha o formulário abaixo para facilitar a resposta de sua consulta. Todos os dados são confidenciais e não terão outro fim a não ser facilitar a sua consulta.


É a modernidade chegando para facilitar a vida de quem quer uma consultinha com um pai-de-santo escolhido através de um mecanismo de busca. Chique no úrtimo, não é não?

Mas essa prosa toda é para contar 3 experiências minhas no mundo "oculto". Quero deixar bem claro que respeito todas as religiões, embora algumas me incomodem quando invadem o meu espaço.

Quando eu tinha 14 anos, minha mãe, após descobrir que possuía uma doença incurável, resolveu depositar todas as suas esperanças em um pai-de-santo, a quem confiou a sua cura. O malandro era um charlatão, mas não houve meio de fazê-la desistir de seguir as suas orientações, o que só fez piorar a sua dor na hora da partida. Mas ela acreditava em Mestre Zuba, que distribuía "garrafadas" que curavam tudo e que eu, à força, era obrigada por minha mãe a tomar, embora minha saúde fosse de ferro. Até aí tudo bem, já que bem diz o ditado que se bem não faz, mal também não. O pior foi que o talzinho, quando bateu os olhos em mim, disse que eu tinha um destino e uma missão: trabalhar para os necessitados. Tem noção? Eu teria que viver na comunidade do tal, durante 7 anos, sem namorar! Tem noção de novo? Coitada da minha mãe: ela acreditava que aquela vida seria melhor para mim.

Já mais adulta, aceitei um convite de uma tia - esotérica ao extremo, conversava até com as paredes - para acompanhá-la lá no fiofó do mundo para consultar uma vidente que "era um espetáculo"!. Lá fui eu parar nem sei aonde, na frente de uma mulher e um copo d'água, onde ela viu toda a minha vida. Confesso que ela acertou muita coisa, mas dizem que essas pessoas têm o dom de tirar de nós as informações que elas vão nos devolver, sem a gente sentir. Será?

A última vez foi há cerca de 3 anos. Tenho um primo pai-de-santo e ele veio me visitar. A curiosidade da minha filha acabou fazendo a família toda se consultar. Lá fiquei eu de novo buscando saber o que o futuro me reserva, mais para não perder a oportunidade de uma consultinha grátis do que por acreditar mesmo naquilo tudo.

Mas uma coisa eu só vou poder contar pra vocês caso aconteça mesmo: ele disse que eu ainda iria passar um bom tempo sozinha, mas que iria encontrar um velhinho com quem eu viveria o resto dos meus dias. Hummm....será?

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