08/09/2007

Mulheres inteligentes

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Adriane iniciou a sua carreira de modelo aos nove anos, fazendo um anúncio da rede de restaurantes McDonald's. Quando adolescente, ela se apresentava em um conjunto musical, mas só teve acesso à mídia e a chance de impulsionar uma carreira televisiva através do seu relacionamento com Ayrton Senna, morto em trágico acidente em 1 de maio de 1994.

Nos funerais do piloto, Adriane passou por uma situação de constrangimento, ao ser impedida de acompanhar o velório junto da família e amigos mais íntimos do piloto, entre os quais se encontrava a ex-namorada Xuxa Meneghel, que foi tratada como a verdadeira viúva. Para se despedir de Senna, Adriane teve que entrar, como qualquer anônimo, na fila dos fãs.

Depois de ser ignorada pela família do piloto, de ter sua conta corrente conjunta bloqueada, ser despejada do apartamento em que vivia com Senna e engordar com a tristeza do luto, recuperou-se, posou nua e escreveu o livro O Caminho das Borboletas. Com a ajuda do advogado Sérgio Dantino projetou sua carreira e conseguiu trabalhos na televisão.

Entre os prêmios conquistados por ela ao longo da carreira estão o Troféu Imprensa de Melhor Apresentadora de Televisão, em 2001, o Megha Profissionais 2002 - Qualidade e Excelência, e o Prêmio Qualidade Brasil 2002 de Melhor Apresentadora de Programa de Auditório, entre outros.



Famosa por sua elegância e seu carisma, Evita Perón morreu aos 33 anos, de câncer uterino. O mais impressionante na história da vida de Eva foi o caminho meteórico que ela percorreu na sua vida pública. Entre a total obscuridade ao mais absoluto resplendor pessoal e político de sua vida e em seguida sua morte, tudo ocorreu em apenas 7 anos. Nesse curto período ela saiu do mais humilhante anonimato para se tornar uma das mulheres mais importantes e poderosas do mundo.

Sua infância foi pobre, mas digna. Sua mãe era uma costureira obsessiva com limpeza, extremamente organizada e amante de um homem que tinha outra família, legítima, com outros 6 filhos. Depois da morte dele, a mãe de Evita saiu da cidade para fugir das humilhações de sua condição de amante. O pai registrou todos os filhos bastardos, menos Evita. Os historiadores acreditam que por isto, já no poder, era muito marcante seu traço de valorização dos laços familiares. Depois de serem escorraçados do velório pela viúva e pelos filhos legítimos, a mãe de Evita saiu da cidade com os filhos. Nessa época Eva, como toda adolescente provinciana, sonhava em ser artista, ser uma estrela do teatro, do cinema. Eva tinha verdadeira paixão pela atriz norte-americana Norma Shearer, seu modelo de mulher e de artista desde a infância. Assistia dezenas de vezes seus filmes e jurava para si mesma que ainda teria uma casa com telefones brancos e lençóis de cetim.

Saía das sessões com as as mãos suadas e com os olhos revirados. Mas foi imbuida desta vontade de vencer, de rolar com meias longas de seda com costura atrás, cabelos louros cacheados, sobre altos colchões de mola e lençóis de cetim rosa e principalmente de ter uma identidade que a bastardia lhe roubou, que a estimulou a deixar a pequena província em que moraa e partir para tentar a carreira de atriz em Buenos Aires. Em janeiro de 1935, com apenas quinze anos de idade Eva partiu para a capital com uma malinha contendo suas poucas roupas, talvez apenas com um vestido " de sair " e mais uns trapinhos cuidadosamente lavados e engomados por Dona Juana.

m Buenos Aires foi morar com Juancito, seu irmão que servia o exército na Capital e já trabalhava como vendedor numa fábrica de sabão. Levavam uma vida difícil, simples, entre as obrigações da sobrevivência e fins de semana em botecos. Eva passava o dia a procura de trabalho em rádios, revistas e, principalmente, tentando cavar um chance de trabalhar no teatro e no cinema. Depois de passar fome, se submeter aos assédios de canastrões e cafajestes gordos e suarentos do mundo artístico que lhe prometiam chances condicionadas a algumas horas nas camas vagabundas de pensões portenhas, Eva acabou por ter a sua primeira chance concreta no cinema, no filme Segundos Afuera. Nesse filme, no qual teve um papelzinho secundário ela teve chance de mostrar ao mundo artístico argentino sua total falta de talento para a carreira de atriz. Mas como o destino sempre se impõe, foi na sua relação com este mundo que ela teve sua grande chance: conhecer um coronel chamado Juan, o mesmo nome de seu pai, de seu irmão, de sua mãe, de sua sogra, de sua parteira e da cidade que motivou o encontro do casal: San Juan. Era o Coronel Juan Domingo Perón.

Eu poderia citar aqui outras mulheres que vieram do nada, mas que, com esforço e muito empenho, alcançaram o reconhecimento e o respeito da opinião pública, como Benedita da Silva e Edith Piaf.



Iris Stefanelli reclamou do término do namoro pela mídia. Ontem li uma reportagem dela sobre seu namoro com o grego Stavros Stilianos. O rapaz odeia exposição, não fala de sua vida pessoal e Iris deveria seguir a mesma linha. Errou no relacionamento com o Alemão (os dois erraram), e continua errando, agindo como uma menina deslumbrada.

Acorda, Siri! Seu sonho era ser famosa; não jogue tudo isso fora por causa de palavras jogadas ao vento. Eu não preciso saber se você tomou anticoncepcional ou se comprou lingerie nova. Só preciso não me arrepender de ter torcido tanto por você!

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