09/10/2007

Pirataria promove ou atrapalha?

Antes da exibição especial de "Tropa de Elite" para convidados ontem à noite no Kinoplex Itaim, em São Paulo, a equipe e o elenco do filme deram entrevista ao UOL e demonstraram alívio e felicidade com a boa bilheteria do final de semana de estréia.
A grande preocupação da equipe de era o efeito da pirataria em DVD sobre o resultado de bilheteria no cinema. Mas, exibido apenas no Rio de Janeiro e São Paulo, "Tropa de Elite" conseguiu um público total de 178 mil espectadores - inferior apenas a "Carandiru" (2003), de Hector Babenco, no chamado período de retomada do cinema brasileiro. Nesta sexta-feira, o filme estreará no resto do Brasil.
"O público demonstrou o desejo de assistir ao filme na tela grande. Nós estamos bastante satisfeitos com o resultado, mas só poderemos ter uma avaliação melhor do efeito da pirataria com a estréia do filme em outras praças nesta semana", afirmou o diretor José Padilha.
A comemoração com os bons resultados de bilheteria foi compartilhada pelos atores Wagner Moura, André Ramiro e Caio Junqueira, presentes à exibição especial. Mas eles ainda se revelaram incomodados com algumas das críticas recebidas por "Tropa de Elite", em especial a acusação de que o filme seria "fascista" ou "de direita". "Achei essa história exagerada e despropositada, mas o debate sobre segurança pública que o filme levantou é importantíssimo", afirmou Moura.

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