18/11/2008

Sai pra lá, olho gordo!

Você comprou um vestido lindo para estrear no fim de semana e aquela sua amiga do trabalho adorou o modelito. Para a sua surpresa, no dia do evento, um pouco antes de sair de casa, você esbarra no portão e rasga a peça exclusiva que iria arrasar na noitada. Azar? Que nada, você foi vítima de mau-olhado!

Urucubaca, ziquizira, olho gordo, ou simplesmente inveja. Este sentimento assola a vida de qualquer mortal. Inveja do corte do cabelo, do namorado rico e bonitão, da promoção no emprego ou do carro novo. Seja qual for o motivo, toda mulher já foi cobiçada e sabe que a danada é capaz de acabar com o humor do dia.

Presente desde os primórdios da humanidade, como na história de Caim e Abel, a inveja é um dos mais perigosos dos sete pecados capitais. A faixa etária de um invejoso em potencial está entre os 16 e os 35 anos, já que é durante essa fase que a pessoa molda a sua personalidade, deixando de lado a inocência infantil. O sentimento é desenvolvido até os sete anos de idade, moldando a personalidade da pessoa e se solidifica no caráter até o fim da vida. Fatores como o temperamento, convívio social e até genética podem interferir na manifestação da cobiça.

A cobiça pode ser consciente, quando a pessoa sabe que é invejosa e pratica atos premeditados, arquitetando planos com o objetivo de prejudicar o outro. A inconsciente ocorre quando as atitudes tomadas não são planejadas, sendo o objeto de desejo o alvo de uma admiração exagerada, fazendo que alguém queira para si o que é de mérito alheio.

É impossível separar a inveja da falsidade. Por isso é preciso prestar atenção no comportamento dos colegas que integram o seu círculo social. Para não ser enganada por um invejoso, vale a pena ficar de olho nas atitudes e nos rastros deixados por ele. Geralmente, pessoas invejosas não fixam contato visual muito tempo e desviam o olhar para baixo, ou para os lados. Outra técnica é reparar se o amigo se aproximou depois que você comprou algo, como um carro, por exemplo. Também é interessante observar uma pessoa quando você compartilha momentos de vitória com ela. Discreto, o invejoso acompanha o elogio com um sorriso de quem não gostou, ou com um comentário que duvida da sua capacidade nesse novo patamar.

Como o falso amigo é um inimigo secreto, é sempre importante prestar atenção a alguns comportamentos:

• É preguiçoso e vai querer lhe afastar das atividades relacionadas ao trabalho, estudo ou aprimoramento profissional.
• Tem um comportamento obsessivo-compulsivo e deseja controlar a sua vida, querendo saber onde e com quem você pratica suas atividades, além de procurar acompanhá-lo sempre que possível. Não confunda estes sinais com a prestimosidade sincera de um amigo.
• É agressivo e desconta suas frustrações nas pessoas.
• É fofoqueiro e mentiroso. Já que não se sente capaz de conseguir o sucesso alcançado pelo outro, ele tenta difamar a imagem da vítima de sua inveja.
• É desconfiado. Ele tem uma desestrutura de ego tão grande que sempre vai achar que o que você conta é mentira ou que está querendo levar vantagem às custas dele.
• Tem complexo de inferioridade e auto-estima baixa. Precisa de elogios constantes para se sentir tão capaz quanto os outros.

Todas as artimanhas são válidas para se defender da urucubaca alheia. Além de deixar um pote com sal grosso em cima da mesa do escritório, quanto menos você mostrar a sua felicidade, menos ziquizira vai atrair para a sua vida pessoal. Pare de anunciar aos quatro ventos que comprou um carro novo, que o seu namorado é o máximo, ou que está planejando aquela viagem para a Europa. Quanto menos os falsos amigos souberem da sua vida, melhor para você.

Fonte: Guia da Semana

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