31/03/2009

Ana Carolina descobre a magia do GrupoB!






A madrugada desta terça-feira assinalou um momento importantíssimo na história da edição do BBB9 e na trajetória de Ana Carolina: Alice descobriu os encantos e a sedução do “País das Maravilhas” construído pedra por pedra no Lado B que ela nunca conhecera. Ana Carolina, já no limiar do término do programa, atravessou as muralhas imaginárias de um país que julgara erroneamente ser a cidadela dos seus perseguidores e cruéis inimigos, que precisava evitar e vencer no fogo cruzado dos paredões, com a ajuda de Naiá, a metáfora viva do preconceito, do ranço, da implicância, da maledicência que esteve ao seu lado, pondo-lhe nos olhos a venda do desafeto que a impedia de ver a beleza plena daqueles jovens ruidosos e irreverentes. Ledo e lastimável engano! Muito tempo perdido, tantas lágrimas e tristezas desnecessárias!

Precisou que Ana Carolina visse ruir o castelo de equívocos que construíra com Naiá, para sair da cegueira que a impediu de descobrir os encantos daquela juventude vibrante e harmoniosa que rejeitara durante dois meses de confinamento. Ana poderia ter vivido uma outra história entre os jovens do lado B que percorreram, desde o começo do programa, uma linda caminhada de mãos dadas, numa ilha imaginária e utópica, onde fizeram ser possível uma existência do sonho, plena, livres da noção do pecado, do peso da culpa, da violência e das regras sociais castradoras que lhes tolhiam a liberdade de “ser”, sem medo de censuras, sem receio de serem felizes. Renascidos na magia do Lado B, crianças pagãs e inocentes, abriram um alargado parêntese na realidade estiolante da sociedade de além muros e dentro dele fruíram os encantos da união, da cumplicidade, da irreverência, da sexualidade sem culpas, da alegria e da celebração da amizade com direito a briguinhas, arrufos e Drs.

No silêncio da madrugada, depois de terem partilhado risadas assistindo a um filme (comédia), comido pipocas e pizzas junto com os quatro sobreviventes do Lado B, todos se espalharam pelas almofadas espalhadas no gramado em círculo e se entregaram às delícias das conversas amenas, deram risadas, lavaram algumas pecinhas de roupa suja, esclareceram equívocos e mal entendidos, sem estresses, sem alfinetadas, sem brigas, sem acusações rançosas, cada um procurando explicar suas atitudes e suas inquietações, com o coração limpo de rancores e de mágoas. Ana tentou esclarecer as dúvidas de Flávio sobre o chororó de Naiá no paredão dela e Ralf, assim como o ruivo explicou o que em Ana porque votou em Max para o paredão.

Max falou sobre as razões que tem para evitar muita pegação e expansões amorosas com Fran e esta deixou claro o motivo que a faz não dar beijo de língua na presença das pessoas e a expor exageradamente a sua intimidade com Benhê, assegurando que beijos de língua sob o edredom são bem mais calientes. E mais, os quatro do lado B dialogaram pacificamente sobre a suposta perseguição deles à Ana, mostrando para ela que nunca desgostaram dela como pessoa, nem criaram barreiras para a aproximação com ela, discorrendo sobre o que nela os desagradava na época em que vivia grudada com Naiá.

Depois da esclarecedora, amigável e sincera conversa, veio o melhor da madrugada: a iniciação da neófita Ana Carolina no templo sagrado dos rituais do Lado B: o quarto das ovelhinhas pasmadas! Ali, Ana e seus quatro novos amigos aninharam-se na enorme cama, que sempre acolheu as brincadeiras e bons momentos ociosos da “molecada” ruidosa, até então quase desconhecida para ela. Alice, deitadinha entre Fran/Max e Pri/Flávio entregou-se inteira e sem reservas ao aconchego e ao calor humano daqueles jovens, iguais a ela, divertidos e espontâneos, endiabrados como crianças traquinas, vivendo, talvez, seu melhor e mais divertido e feliz momento no confinamento, completamente integrada e participando à vontade e com alegria das risadas e das brincadeiras que protagonizaram até quase ao raiar do dia. Abençoada madrugada!

A excepcional lição de generosidade, de respeito ao próximo, de tolerância com os erros do outro, de perdão às ofensas, mesmo as involuntárias, valorização do diálogo, enquanto encontro de consciência que buscam o entendimento e a extinção de eventuais mágoas, somadas à grandeza de alma de todos eles que, num gesto deram-se as mãos e provaram que a força apaziguadora e unificadora que tem o amor fraterno em sua capacidade para nivelar e harmonizar todas as diferenças e as idiossincrasias que costumam separar as pessoas ou jogá-las umas contra as outras.

Graças à leveza de ser de cada um, foi possível repararem os descaminhos de uma convivência difícil e, às vezes penosa, que poderia colocá-los, para sempre, diante do irredutível, do irreparável. A madrugada que desceu sobre Ana, Max, Pri, Flávio e Fran, trouxe luzes benfazejas à capacidade deles de discernirem os rumos certos que deveriam dar ao relacionamento, nem sempre fácil até então. Por isso, a madrugada de hoje assinalou um momento mágico de reencontro, de descobertas, de entrega que provou, inclusive para as torcidas belicosas, que não é agredindo, injuriando, acusando injustamente o opositor que se constrói a sociedade pacífica que habita os sonhos de cada um de nós.

Salve, Ana! Seja bem-vinda no reino da utopia instaurado por trás de um muro e refinado num “puxadinho” apertado onde uma troupe de saltimbancos destravados fundou a especialíssima confraria da amizade e da alegria, da qual você a partir desta madrugada passou a fazer parte. Que você esqueça as tempestades do passado recente, substituindo-as pela lembrança bonita dos sorrisos e das risadas que iluminaram seu rosto lindo, antes sempre crispado por infundadas tristezas e molhado por lágrimas desnecessárias. Alegria, Ana, é a ordem do dia!

Se eu pudesse dizer alguma coisa à Ana Carolina, apenas diria que se alegrasse, pois não é somente ela que não é perfeita, que todos nós somos imperfeitos e incompletos, posto sermos humanos e, como disse o imenso Leon Bloy: na verdade, só existe uma grande e irremediável tristeza, “a de não sermos santos”. O mais tiramos de letra! Acredito que nem precisava ter escrito este post. Bastavam as fotos. Elas dizem tudo! Vai, Ana, vai com essa turminha, agora sua, e que ganhe o prêmio milionário quem for bafejado pela sorte e abençoado pela preferência mais numerosa do público votante. Meus xodozinhos, meus amorecos Max e Fran estão na fase dos beijinhos! Ô, beleza!

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