27/03/2009

Apenas um desabafo!

Pela primeira vez lastimo ver Ana Carolina no paredão, mesmo sabendo que ela vai ficar na casa. O paredão dos meus sonhos era outro! Depois da votação para o paredão de hoje, descobri que já não me incomoda tanto a idéia de ver a “Linda” na final, ocupando o segundo ou terceiro lugar. Não que eu tenha, de repente, passado a torcer por ela ou a gostar da sua atuação no jogo. O que acontece é que Ana já não me causa surpresas, é previsível demais. Talvez eu tenha me acostumado com ela, não sei! Só sei que ela já não me incomoda, não me irrita tanto nem me desperta tanta rejeição como despertava na época em que estava com Naiá na casa.
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Nesse paredão do domingo, prefiro que Ana fique e livre-nos de Joseane. Esta é que não me desce mais goela abaixo, nem com litros de água. Ana tem lá suas criancices, é imatura e mimada, é chata e incômoda. Certo. Mas não sei até que ponto comportou-se tão mal por ter encontrado em Naiá quem lhe passasse a mão na cabeça e alimentasse seus caprichos e megalomania, mesmo à custa do sacrifício à sua liberdade e do cansaço de aturar as neuras de Ana. Tanto que com Joseane ela começou a recuar e a deixar de acusar os colegas, de se dizer injustiçada e perseguida, inclusive buscando mais aproximação com todos, interagindo e abrandando os rompantes, de faróis baixos.
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A reação dela ao ser indicada ao paredão foi bem mais contida, sem arroubos de indignação, sem choromingas e lamúrias. Acusá-la de ser linguaruda e maledicente já não teria lógica depois da sexta-feira, quando alguns do próprio grupo B deram com as línguas nos dentes, caindo de pau em Max, tal e qual ela e Naná faziam. Com o agravante de serem amigas declaradas do carioca. Na festa de ontem, todas se nivelaram na futricagem, mais uma vez, contra Max, acusado de não ter pegada, de não gostar de Fran, de beijar mal, como se Joseane, Priscila e Ana tivessem algum direito de meterem-se na vida do casal e de gostar ou não da forma como namoram.
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No entanto, mesmo não gostando de Max, mesmo falando dele pelas costas, não foi Ana quem votou nele para o paredão, justificando sua opção de poupá-lo com o fato deste ter sido votado para o da terça-feira. Esta justificativa foi coerente com a sua nova postura no jogo. O mínimo que devo fazer em tal circunstância é reconhecer a generosidade do seu gesto e abrandar meu sentimento de antipatia por ela. Quem votou em Max, hoje, ficaria em estado de choque se fosse para um paredão com Ana, na certeza de que dificilmente a derrubaria. Todos temem enfrentar Ana, inclusive Max. Logo, votar nele para disputar o paredão com ela não foi uma atitude digna de um membro do Grupo B, especialmente porque havia outra opção de voto: Joseane!
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Graças a Deus não fui dominada pelo fanatismo que exclui qualquer possibilidade de admitir qualidades no jogador que rejeitei durante quase três meses. Porque não abrandar com Ana, se entre os que ficaram no jogo até hoje nenhum é perfeito?! Todos têm defeitos e qualidades, todos cometeram erros, nenhum é santo. Despedi-me do meu amado grupo B na festa da quarta-feira da semana passada, quando eles deram aquele show maravilhoso, levando-me de volta ao início do programa e às emoções que senti junto com aquela irreverente e ruidosa turma, na época da xepa.
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Na sexta-feira, o encantamento e a magia daquele momento extinguiram-se, afogada em cerveja e Ice, na varanda da casa. De lá para cá o que vejo é o desmoronamento da decantada amizade que defendiam e da lealdade que se prometiam. Flávio e Priscila votarem em Max é um direito legítimo que lhes assiste, mas que justificassem seus votos honestamente, que declarassem votar nele porque é um concorrente forte no jogo, sem recorrerem a desculpas ridículas para mascararem o desejo que sentem de o tirarem do jogo, o que como jogador ele compreenderia e eu aceitaria sem pestanejar. Mas alegar que vota em Max porque não se agrada da forma como ele namora Francine, é um grande despautério!

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