30/03/2009

Max no limite do estresse e do desânimo!




O destempero de Max com Francine pela manhã está sendo o alvo das críticas das torcidas de Francine e de Ana. Eu vi e revi o vídeo que o reproduz e o que percebi no incidente foi um homem no limite do estresse, tenso, cansado, depressivo, angustiado, à beira de um ataque de nervosismo, por qualquer da cá aquela palha (observem a postura tensa e angustiada de Max nas fotos cima). Se Francine tivesse se mostrado atenciosa e interessada em ouvir as queixas que ele lhe fazia, nada teria acontecido.

Mas não foi isso o que ela fez, quando ele reclamou que no domingo ela passou o dia rejeitando sua companhia e seus carinhos, mal humorada, tensa e desagradável. Ela o escutou com ar de deboche, sem a atenção que o momento exigia. Alguém nega que Francine tem costume não levar a sério as reclamações ou os desabafos dele? Eu mesma já presenciei algumas vezes e fiquei chateada com a insensibilidade dela para a aflição ou para a angústia que ele queria verbalizar.

Neste desencontro de sintonias, ele se sentiu menoscabado, irritou-se, perdeu o controle emocional e baixou o nível da linguagem, como fazia o desbocado Alemão com Siri, enquanto continuava falando o que lhe vinha à cabeça quente: “Você quis atender ao Big Fone, se vire. A gente dá uma moral, fala direito e você fica zoando”, disse ele irritadíssimo, enquanto se dirigia para a cozinha onde falou para Flávio que Fran estava pensando que ele estava brincando com ela, mas que se enganava: ”Vou sair daqui e ela nunca mais vai me ver. Liberdade!” Mesmo neste clima de nervosismo dele, ela não parou com as piadinhas e brincadeirinhas incompatíveis com a situação.

Ora bem, Max falou da boca para fora, quis dar o troco por se sentir desvalorizado, posto num plano secundário, aquém de Flávio e de Priscila. O que me pareceu foi que Francine compreendeu o descontrole dele e relevou o que poderia ter resultado numa briga medonha. Tanto que, pouco depois, ela o procurou, deitou-se ao seu lado e perguntou-lhe: “Benhê, você ainda me ama?” Ele em tom galhofeiro respondeu-lhe: “Nunca te amei. Não te quero agora, pode voltar para onde estava.” Ela estava com Priscila e Flávio na sala, os objetos da inusitada ciumeira dele.

Ela explicou-lhe, então, que se afastou dele porque estava tensa e preocupada com Flávio e Pri, por se sentir culpada por tê-los posto no quarto branco, acrescentando em tom brincalhão: “Como você é chato. Eu estava triste, benhê, agora os dois voltaram e estão bem”. Continuaram proseando, mas Max ainda estava tenso e agitado, falando de forma chula e pornográfica, ao ponto de Fran chamar-lhe a atenção: “Nossa, que falta de educação! Você está falando muito palavrão!” Foi aí que Max deu-lhe uma resposta que dá conta do móvel da sua mudança de atitude e de humor: “Isso não é má educação, é revolta!”

Não é difícil adivinhar a causa da revolta de Max. Ela teve a sua gênese no quinto paredão vitorioso de Ana (contra Ralf), palco do teatrinho armado por Naiá e Ana que resultou na saída do brother. Mas tem as suas raízes bem plantadas naquela visita cretina da sexagenária tonta Ana Maria Braga, na qual deixou evidente, nos seus gestos e nas suas atitudes, o seu favoritismo por Ana Carolina.

O choque e a perplexidade com o descaramento da apresentadora sem noção causaram um sério abalo nos ânimos dele e de Flávio, além de uma incômoda descrença na seriedade da Produção do programa e séria desconfiança de que a edição já tinha a vencedora, escolhida. Não esqueci nenhuma palavra da conversa dele com Flávio a esse respeito e, depois, com Priscila e Milena.

O resultado do paredão de ontem, dando a sesta vitória à Ana Carolina, apenas solidificou a idéia dele de que estavam ali apenas como figurantes e candidatos ao segundo lugar. Daí a sua revolta amarga, seus nervos à flor da pele e a sua angústia amordaçada postos para fora, mascaradas numa aparente revolta com Francine. Dela ele teve uma raiva momentânea e passageira, o motivo verdadeiro do seu “grito” é outro.

Foi a revolta trancada no peito há tanto tempo, e revitalizada na visita de Ana Maria Braga e tornou-se indubitável na sesta volta vitoriosa de Ana do paredão realizado no sinistro domingo vivido por ele e Francine. A desconfiança de que está havendo protecionismo para Ana significa, para ele, a antecipada certeza de que sonhou e lutou vãmente por um prêmio milionário que nunca esteve ao alcance das suas mãos e das dos demais companheiros na casa. Que tudo não passou de um engodo, de uma farsa perversa.

Conviver com essa desconfiança da impostura covarde de Zeus e com sentimento de injustiça e de revolta depois de quase três meses de confinamento, já no limiar da final, é para tirar qualquer um do prumo, quanto mais uma pessoa sensível como Max, que leva tudo a sério, que exige muito de si e que apostava muito na idoneidade do programa e na esperança de realizar seu sonho. Portanto, preparemo-nos para testemunhar outras crises de nervosismo de Max com Francine, se ela não perceber o que realmente se passa como ele, se não captar a dimensão de sua carência e de sua necessidade de apoio e tolerância. Eu confio no caráter, na honestidade e na bondade de Max!

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