23/03/2009

Vicissitudes e glórias de Benhê e Fofurinha

Enfim, estamos de volta aos começos! Mais uma vez, o coração de Max falou mais alto e deu rédeas soltas à emoção, dominou sua a razão, pôs uma venda nos seus olhos, amordaçou suas mágoas e queixas e permitiu o triunfo dos sentimentos. Vamos julgar se errou ou acertou? Não! Eles são adultos, só eles sabem o tamanho do vazio que se abriu dentro de si, quando se viram de costas um para o outro.

Temos, assim, mais um capítulo dessa tumultuada e fascinante história que, acabando, teria posto fim na própria edição. Talvez, por isso, Bial ontem estivesse tão penalizado, quando abriu o programa e anunciou o fim do romance, dando uma prioridade ao caso só cabível quando se trata de algo de suma importância para a própria vida e sucesso do BBB9.

Com o rompimento, pareceu-me que nem a produção tinha mais certeza de com levar adiante o programa, “por mares nunca dantes navegados”, como se, sem Francine e Max, o filme tivesse perdido suas personagens principais e, apenas com os figurantes, não houvesse condições de irem adiante com a “epopéia do amor”, que ambos vinham escrevendo e protagonizando, com todos os altos e baixos, vicissitudes e glórias comuns nos enredos épicos, desde Homero, até Camões.

Ontem, dava para sentir nos comentários do haloscam, o desânimo dominando as fãs do casal, eu própria estava com a bandeira a meio pau, cheia de dúvidas (algumas ainda ficaram), sem vontade de escrever e de continuar acompanhando o BBB9, tornado insípido, sem graça e sem alma, com a ausência dos beijos suspirados, sem o namorinho suave e discreto do menino que não desperdiça lágrimas, mas chora por dentro, com a menina estouvada, carente e susceptível que, nem sempre o compreende com a profundidade requerida pelo amor.

Francine ainda tem muito o que aprender principalmente que toda idéia é discutível, mas nenhum sentimento o é. O que sentimos pertence à ordem dos fatos subjetivos, é uma realidade profunda só conhecida em sua integralidade por quem o vivencia. Daí a inconveniência de querer medir e avaliar a dimensão do amor do outro, em vez de senti-lo, de captá-lo no olhar, no sorriso, na suavidade dos gestos, nas palavras de ternura, e no aconchego do abraço.

Mas, vamos à seqüência dos fatos. Quem procurou a reconciliação foi Francine, retornando ao quarto onde Max estava sozinho, entrou, sentou-se na cama e disparou: "Não quer falar comigo?", pergunta a gaúcha. "Não", responde o artista plástico. Ela insistiu, mas Max continuou frio. Humilde, Fran falou-lhe do ciúme que sente dele: "Não sou ciumenta com outras pessoas, mas de você eu tenho", admite. "Não quero que tu penses mal de mim. Se as pessoas veem nosso relacionamento e não gostam de certas coisas, não importa. A gente começou a relação com as pessoas duvidando de nós", completa.

O artista plástico diz que as pessoas não são imparciais. "Tivemos fatores internos e até externos. Você teve a discussão com o Flávio, com o Nonô. Eu vi que você é uma pessoa temperamental. Eu tive muitos motivos para não levar adiante, mas eu segui adiante. Eu continuei acreditando e confiando", explica Max. Fran o interrompe. "Você não confia mais em mim?", perguntou-lhe a gaúcha. "Eu não confio a partir do momento que você não confia em mim", diz Max, se referindo às crises de ciúme da ex-miss ABCD. "Queria que você me perdoasse, mas que não pusesse em questionamento que eu fiz alguma coisa para te prejudicar aqui dentro", afirma Fran.

"Eu acho que você faz e diz coisas sem ter noção das conseqüências", responde Max. "Se as pessoas tinham motivo para votar em mim, agora têm mais um. Você conseguiu agregar isso", completou o carioca. Fran rebateu, dizendo que a conduta de Max, como pessoa, sempre foi questionada dentro da casa. Certo, retrucou Max: "Mas eu não estou me isentando disso. Eu vim para cá ciente de que seria julgado e questionado", admite Max. "Não enganei ninguém, desde o início. E estou seguindo a mesma linha, desde então".

Francine voltou a pedir desculpas, e o Benhê, ainda frio e distante, disse-lhe que estava desculpada. "E perdão?", pergunta a gaúcha. "Não é questão de perdão, é de desculpa. Você fez o que eu queria, me pediu desculpas. Você veio para cá para me pedir desculpas? Então está desculpada, e boa noite. Pode sair", encerra o carioca.

Francine continuou insistindo: "Você desistiu de mim?", Max responde que sim com a cabeça. "De coração", perguntou Fran, que volta a balançar a cabeça, sinalizando um sim. "Não está com saudades de mim?", insiste a gaúcha. "Estou", admite o carioca. "Então não é de coração", afirma Fran. "Mas é que não quero mais passar por isso. Você é uma pessoa maravilhosa, mas enquanto preferir ser ciumenta... Você já fez a sua opção e preferiu seu ciúme", explicou Max, ainda resistente Max. Fran ouve tudo calada.

Max continuou com o sermão. "Você tem que aprender de uma vez por todas que tudo que você faz tem conseqüências", reclama o artista plástico. "Não vai querer mais falar comigo?", pergunta Fran. "Vou ver. Tenho um dia e meio para decidir isso", respondeu o carioca, tentando não dar mole. "Mas e se você for embora?", questiona Francine. "Mas eu não vou embora", afirma Max.
Fran tenta fazê-lo compreender que o bebê mexeu com ela, trouxe-lhe coisas do passado: "Eu me senti mãe dele, tu pai dele. Eu cuidando dele, pensei na minha mãe", explica a gaúcha. Max disse: "Mexeu até comigo. Até então era nosso filho, aí depois você disse que era do Flávio, e depois do Pedro Bial. Eu perdi, né?".

Mostrando que a crise acabou, Benhê e Fofurinha foram para o Quarto dos Sonhos e se agarraram cobertos pelo edredom. O casal troca vários beijos e abraços. De repente, ela interrompe os beijos e comenta sobre o bebê que teve que ninar durante o Castigo do Anjo. "Aquele neném mexeu comigo", diz a gaúcha. "Imagino que sim", afirma o carioca. "Você não sabe como", completa atrapalhadinha, voltando a beijar Max. De repente, voltou a cessar com os beijos exclamando: "Está escutando ele chorar? Às vezes eu escuto", comenta Fran. (Coisa de locoooo! O estresse está pirando a Fofurinhaaaa).

Mudando de assunto, vamos a algumas tricotadinhas básicas, começando por Flávio. Este, ao surpreender o casal aos beijos, ficou decepcionado e começou a provocar, enumerando os defeitos de Francine. O que me impressiona é a cegueira de Max para a periculosidade do pseudo-amigo que já lhe deu uma facada ontem, inclusive na justificativa do voto para Bial, e tenta dar mais outra facada na relação dele com Francine. Esse sujeitinho é o mais peçonhento da casa, porque se faz de amigo. Max que se acautele com o ruivo. Na hora certa, ele pode voltar a dar-lhe a facada pelas costas, tal qual Brutus.

Ana, de perseguida e vítima, passou a ser apenas mais uma das meninas da casa, perdeu o estrelismo com a saída de Naná. Sem barracos e sem lamúrias, ela apagou-se. Não é de hoje que Bial não lhe dá mais atenção, ao ponto dela ter comentado na edição de ontem. Na volta, ele chegou a ser irônico ao responder o comentário dela após a sua retirada para os comerciais, aludindo a voz horrorosa dela. Matou no pau! Por sinal, ela esteve ausente na edição de ontem e tem aparecido pouco, desde dois dias antes da saída de Naná. Não acredito que a insípida mimadinha seja protegida de Boninho nem que esteja com a bola tão cheia o quanto ela pensa.

O que percebi foi um Bial dando a notícia do rompimento do namoro do casal delicinha, em primeiro lugar, priorizando notoriamente o caso, com um semblante de consternação. Nem na Emissora estão conseguindo ficar indiferentes à história construída pelos protagonistas do BBB9.
Bom, meu povo, vamos ver como prosseguirá o romance dos dois, no mar proceloso do BBB9, com tantos deuses do Olimpo interferindo na relação, especialmente Zeus. Eles estão de volta ao começo. Espero que o que reconstruírem de hoje em diante seja mais intenso e equilibrado. Boninho fez sua jogada com as bebidas e petiscos, na sexta-feira. Ganhou a partida, com a ajuda de duas futriqueiras alcoolizadas e de uma bêbada pelo próprio veneno. Max e Fran, mais uma vez passaram no teste, superaram mais uma dificuldade interposta em seus caminhos. Venceram mais esta partida com Zeus e suas Ninfas calculistas.

Se vão continuar vencedores na guerrilha do BBB9, só eles sabem. Por enquanto só sei que a contradição é inerente ao ser humano e nem sempre é controlada ou controlável. Fran é intensa, passional, insegura, infantil e vai continuar sendo assim, da mesma forma que Max não mudará sua maneira de ser e de estar na vida e no amor. Eles se gostam muito. Que o amor cresça, portanto, que se fortaleça e nivele, com a sua força, todas as diferenças e idiossincrasias que os põem em conflitos.

Encerro com este trecho de uma conversa entre Fran e Max, há semanas passadas, que achei uma gracinha, uma ternurinha: Diz Francine: “'Benhê, a gente é o último casal. Me protege e me 'coiseia'", observa a sister. Aproveita que estamos em extinção, senão não poderei mais te proteger e te 'coisear'. E o que é 'coisear'?", questiona Max. "Me 'coiseia' é me dar carinho", explica a ex-miss ABCD. "Mas você não me protege nem me dá carinho", alfineta a sister”. "Coisear, mais um verbo, inusitado, do vocabulário da Fofurinha.

Nenhum comentário: