05/04/2009

AO JOGO, MAX! AO JOGO, BENHÊ!

A magnífica, estupenda e merecedíssima vitória de Max contra a maledicência caluniosa, contra a prepotência, contra a difamação não pode passar envolta em silêncio, como se o seu triunfo não tivesse significado nada para as pessoas que o acompanharam em sua digna, impecável, exemplar e belíssima trajetória no programa. Max é e será sempre um exemplo de jovem moderno, saudável, capaz de ser divertido e moleque, e ao mesmo tempo de assumir uma solene seriedade. Ele deixou uma preciosa lição para a juventude ao mostrar que é possível ser alegre, dançar, brincar e divertir-se intensamente sem precisar de bebidas alcoólicas, sem drogas e sem fumo. Max mostrou que é normalíssimo um jovem ter o corpo tatuado, usar brinco na orelha, ser vaidoso com o cabelo, ser cuidadoso com a aparência, com as roupas e com a linguagem sem ser um superficial, um fútil, um vazio e um tolo.

Ele ensinou que se pode ser heterossexual sem perder a delicadeza, a ternura e a meiguice. Mostrou que amigos do mesmo sexo podem e devem abraçarem-se, beijarem-se na face, ficarem juntos em longas conversas, demonstrarem o afeto e a amizade que nutrem um pelo outro, sem o receio de serem rotulados como Gays pelas línguas maldizentes das almas mesquinhas de mentalidade anã. Por todos os bons exemplos que legou aos jovens, por todos os momentos de alegria e de divertimento que nos proporcionou, pelo enorme carisma com que nos seduziu, agradecemos sua passagem em nossas vidas que só nos acrescentou e enriqueceu. Vai, Max, vai ser feliz na vida!

Max tem uma história de vida cheia de altos e baixos, de vicissitudes e dores, uma infância permeada de dificuldades e uma juventude. Foi um menino que se considerava feio. Era tímido, introspectivo, retraído e ensimesmado, tinha uma postura alheada do mundo à sua volta, semelhante à de uma criança autista, sempre debruçado sobre os seus desenhos e envolvido com seus amigos imaginários. Foi criado sem o pai que, depois de bater e maltratar a sua mãe, a abandonou com Max e a irmã menor. Casada pela segunda vez, sua mãe teve mais uma filha.

Aos 17 anos, a vida de Max complicou-se: seu padrasto abandonou a família, deixando todos na miséria. Sem dinheiro para pagar o aluguel do apartamento onde residiam, no Rio de Janeiro, foram despejados. Foram para Maricá, onde conseguiram um terreno e começaram a construir uma casa, ainda inacabada por falta de recursos financeiros. Max, com apenas 18 anos, tomou para si a responsabilidade do sustento de toda a família, até que a irmã mais velha pudesse dividir as despesas.

Quando lhe foi possível, decidiu deixar a vidinha sem perspectivas em Maricá para seguir a sua vocação de artista plástico. Começou a passar temporadas no Rio de Janeiro, hospedado no porão de um amigo tatuador, passou por sérias dificuldades. Com o tempo foi conquistando o seu espaço como artista plástico, mas sem que a sua arte lhe rendesse dinheiro, praticamente pagava para trabalhar. Hoje, já vende suas esculturas e começa a ficar conhecido no meio artístico e entre artistas da Globo, para os quais já fez trabalhos.

Apesar de precisar tanto de dinheiro para poder fazer uma faculdade de Belas artes e cursos fora do país, Max nunca falou das suas dificuldades, jamais chorou misérias nem ficou posando de pobrinho. Todos pensam que ele tem recursos, que está muito bem na vida, simplesmente porque ele transita no meio artístico, usa tatuagens, tem bom gosto para se vestir, é vaidoso com a sua aparência. Realmente, Max nunca rezou a ladainha do “coitadismo”.

Este homem, que nunca soube o que é moleza, mordomia e vida fácil, não merece que o rotulem como um ser altamente soberbo. Esse é mais um equívoco dos seus juizes e censores que não enxergaram a real natureza de Max, confundido sua explicita e vigorosa autoconfiança com soberba, da mesma forma que confundiram sua espontaneidade e carinho no trato com os amigos, notadamente, com Flávio, com interesse de índole homossexual. O mais lastimável nestes equívocos é o fato de serem leviana e criminosamente divulgados como se fossem a mais pura verdade, se o mínimo escrúpulo em macularem a imagem dos dois rapazes, expondo-os a julgamentos injustos e perversos.

Perseguido e vilipendiado por pessoas que comandam blogs, desde a segunda semana do BBB9, Max foi julgado e suas atitudes foram questionadas. A autenticidade do seu relacionamento com Francine foi sempre vista com desconfiança. Dentro e fora da casa diziam que o namoro deles era uma enganação, uma farsa. Em que alicerçavam uma afirmação tão grave? Que eu saiba, ele nunca fez juras de amor, jamais falou em casamento, deixando sempre claro que não sabia se a relação teria condições de continuar fora da casa, devido a uma série de compromissos que dificultariam a convivência do casal.

Grande parte das brigas entre eles, resultou da interferência de terceiros, das cobranças dos colegas e de Bial. As pessoas viam num simples namoro de BBB um compromisso de proporções maiores do que a que ele pretendia. Nunca houve na história do BBB uma relação tão vigiada, discutida, perseguida e criticada. E a partir do que viam e não compreendiam, por não verem no namoro dos dois uma réplica dos namoros tradicionais a que todos estavam acostumados. Queriam vê-los se consumindo em beijos apaixonados, queriam ver amassos calientes, enfim queriam ver aquela relação encaixada nos modelos prevalecentes e aprovados.

Infelizmente as edições nunca mostraram as brincadeiras dos dois, a leveza da relação, seus altos e baixos, suas brigas e suas pazes. Nunca ensejou ao público da TV aberta um melhor conhecimento desse casal especialíssimo, sui generis, encantador. Quem sabe, o povo teria gostado de assistir aquele homem que se dizia um jogador racional e forte, aos poucos, ir revelando sua insegurança, sua fragilidade, sua enorme sensibilidade e emoção. Decerto teria se encantado com as loucas aventuras e graças de Francine. Quiçá o povo tivesse ficado seduzido pelo enorme carisma de Max e Fran.

Talvez o público tivesse se apaixonado por eles, tivesse tantas vezes odiado e amado com a mesma paixão e com a mesma que seus torcedores que tiveram o privilégio de viver suas vidas durante três inesquecíveis meses. O público só viu o que as edições manipuladas quiseram que vissem. Nunca saberão da beleza dessa relação que por não ter caminhado à margem dos modelos consagrados pela tradição, por ter ignorado os exemplos de casais das edições anteriores, afirmou-se como uma relação intensamente diferenciada e fiel aos seus próprios traçados e, por isso mesmo, constituiu a mais legítima e autêntica dentre todas as que aconteceram no BBB9 e nas edições anteriores. Max, você foi apaixonante! Sua relação com Francine nunca será esquecida pelas pessoas que a acompanharam, emocionaram-se, sorriram e choraram junto com vocês. TE AMAMOS MAX, TE AMAMOS FRANCINE!

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