01/05/2009

Quinze anos sem Senna

Quinze anos nos separam da alegria dos domingos, vendo Senna correr e encantar na Fórmula 1. Pelo menos para mim, quinze anos em que nenhum piloto brasileiro conseguiu substituir ou me encantar como fazia Airton.

Foram domingos memoráveis, mágicos. A determinação daquele brasileiro nos fazia sentir orgulho da nossa nacionalidade, nos prendia à tela da TV, fascinados com tanto talento e carisma.

Hoje, assistindo à uma entrevista de Viviane Senna no programa Mais Você, não pude deixar de concordar com a irmã do piloto: não há quem não se lembre do que estava fazendo no dia 1º de maio em que Airton morreu. Eu não me lembro do que estava fazendo no ano passado, nesta data. Mas quando nosso ídolo morreu, eu lembro que esta indo batizar meu afilhado e que acompanhei pelo rádio os boletins médicos durante o trajeto para a igreja e mal pude me concentrar na cerimônia, porque queria informações sobre o acidente e o estado de Airton.

Imola levou nosso brasileiro. Em uma de suas curvas Senna deu seus últimos sinais de vida, após traçar uma reta e bater violentamente contra o muro de proteção. A curva Tamburello sepultou nossos sonhos, levou nosso herói. Com Senna passei a gostar de corridas. Sem ele, meus domingos nunca mais foram os mesmos.

Hoje Senna é considerado o maior ídolo nacional, até mesmo por jovens que mal conviveram com a emoção de vê-lo correr nas pistas mundiais. Aos 34 anos Airton Senna do Brasil nos deixou, com uma saudade que talvez nenhum piloto brasileiro, ou atleta de outra modalidade, venha a ocupar.

Senna falava sobre a hora de parar. Prometeu à mãe que pararia quando fosse campeão. Foi tri. E não parou. Minutos antes da sua última corrida, Airton parecia rezar ao lado do seu carro. Silencioso, cabisbaixo, pensativo. Assumiu o comando do seu F1 para mais uma vitória, mas o destino nos pregou uma peça e o levou para sempre.


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