29/06/2009

O Arquivo implacável de Fábio


Para quem não gostava de Fábio Arruda, deve ter sido um alívio vê-lo saindo de A Fazenda. Para mim, e esta é uma opinião absolutamente pessoal, foi um erro lastimável do publico ter escolhido um homem culto, educado, refinado e disciplinado, para poupar um fedelho mimadinho e genioso, metido a galinho de briga, bobalhão, provocativo, sem classe, sem burilamento social e sem noção de respeito, como é Dado Dollabrega.

Quem mais se sentiu aliviado de sair foi o próprio Fábio, consciente de que estava metidaço em um grupo humano, tipo trogloditas, que nada tinha a ver com a sua excelente educação, com o seu nível cultural, sua visão de mundo e com o grupo social com o qual se identifica e se sente bem. Ele pode ser chato, snob, exigente, crítico, irônico, sarcástico (eu também sou com quem merece), mas não é seboso, baixo, barraqueiro, curto das idéias, grosseiro e outras coisitas que compõem o perfil da maioria do timaço dos escolhidíssimos exemplares do mundo artístico do segundo e terceiro escalões televisivos.

O que Fabio testemunhou (e a TV aberta não mostrou) é de arrepiar e horrorizar quem não é afeito a enormidades escatológicas, à ausência das mais elementares noções de higiene, a brincadeiras reles, a conversas pautadas em baixarias e na mais absoluta falta de elegância no falar, no gestual e nas posturas.

Quem suportaria permanecer em uma casa onde tudo e todos são tão contrários a tudo quanto compõe o nosso universo social, familiar e pessoal? Como ele relatou na entrevista que deu esta manhã na Record, dando apenas alguns exemplos do que se passa no programa, as coisas são bem piores do que algumas que já vimos no BBB.

O que vocês acham de pessoas que emporcalham o único sanitário da casa com seus fluidos femininos ou excreções unisexy e, depois, fazem suas escatológicas descrições, sem pouparem os demais dos detalhes sórdidos e nojentos do que os sujismundos da casa lá deixaram? Como se sentiriam se tivesse que almoçar com a mulherada fazendo a limpeza radical dos pés, tirando calosidades, cutículas e cascões? Gostariam de jantar com Dado mastigando com a bocarra de caçapa aberta? Que tal almoçar com colegas falando de boca cheia ou coçando as partes, limpando o nariz ou as orelhas?

Já se imaginaram naquele lindo e confortável banheiro fedido do ranço e do olor azedo das roupas suadas e molhadas que a “galerinha” super higiênica lá deixa no chão, sem nenhum respeito pelo nariz dos outros? E o Jonathan esfregando a soleira da sola dos tênis em pleno Box onde todos vão pisar para o banho? Beleza, não é mesmo? Mas, não é só isto. Ainda temos o baixíssimo nível a que chegam as brincadeiras entre homens e mulheres, algumas nojentas e sempre no momento em que se reúnem para refeições em volta a mesa, como assuar o nariz e sair correndo com a porcaria na mão para o perseguido cheirar, ou ainda meter o dedo na orelha do outro, esfregar e trazer sujeira para provar que não fora lavado...

Os palavrões, segundo Fábio, são os mais baixos e barra pesada que se possa imaginar, as alusões a cheiros de corpos são impensáveis entre pessoas que se dizem de nível elevado. O que ela falou de Lucielle é de não se acreditar, inclusive a análise que fez da recepção que esta fez à amiga, bem no estilo Tati Bionne. As edições não mostram a forma grosseira e até humilhante como essa pilantra trata a pseudo grande amiga.

O que a Filha de Francisco é, na verdade, é uma farsante, uma atrizinha de quinta categoria, representando quando quer impressionar o público. O normal dela é ser grosseirosa, prepotente e arrogante. E muito mais falou o observador, centrado e equilibrado Fábio, que em boa hora pediu para sair daquele antro de baixarias, daquela convivência que não faz bem a ninguém que tenha um mínimo de classe, nível, bom gosto e cultura!

Continuo sem torcida para vencedor, mas numa grande torcida para ver fora da chance de ficarem milionários: Dado, Lucielle, Miss Samambaia, Mirelle e Miro.

Tenho simpatias leves por Pedro, Jonathan, Carlinhos e Danny (cantora). Esta é a minha opinião pessoal, repito. Portanto, eventuais cacetadas verbais de fãs dos mal falados, que sejam no lombo de Maricota.

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