13/09/2009

Marco Camargo, o jurado durão do Ídolos

O mais temido dos jurados, Marco Camargo dá calafrios nos candidatos. Isso porque é muito transparente e não faz rodeios para dizer a verdade nua e crua aos participantes. Quem se candidata, quer cantar e espera ouvir a verdade, mas nem sempre está preparado para isso. Marco ainda é muito conhecido por soltar frases bombásticas.

Atualmente na direção musical da Record e da gravadora e produtora Captain Music, o paulista Marco Camargo atua na indústria fonográfica desde cedo como compositor e produtor musical. Marco já trabalhou com grandes nomes e uma de suas melhores parcerias foi com o rei Roberto Carlos, que vendeu mais de um milhão de CDs e ganhou disco de diamante. Camargo recebeu dois Prêmios Grammys, na categoria de "Melhor Produtor", e neste ano passou a ser membro votante da Academia Grammy, que escolhe os melhores do mundo nos Estados Unidos. Marco Camargo ainda detém recorde Sulamericano de Vendagem de Discos com a venda de mais de 3,5 milhões de CDs de um único álbum. Ainda neste ano Marco participará como jurado convidado de uma das etapas eliminatórias do Latin American Idol.

Marco Camargo levou cantadas e sofreu até ameaças durante as audições de "Ídolos 2009", cuja exibição foi encerrada semana passada. Enquanto a segunda fase do reality musical da Record não começa (será nesta terça-feira), Marco, o jurado que tem fama de durão, faz um balanço do que viu - e ouviu.

- Em virtude do ano passado, os candidatos viram que o programa não é uma brincadeira. Tivemos um up grade tanto na ala dos malucos quanto na dos muito bons - avalia o jurado, que divide a bancada com Paula Lima e Luis Calainho

Nas audições que acompanhou no Rio, São Paulo, Curitiba, Fortaleza e Belo Horizonte, Camargo observou o surgimento de um novo perfil de aprendiz de ídolo:

- Encontramos malucos que se acham bons e ainda ficam chateados quando recebem um não triplo. Em represália, ouvi desaforos e recebi gestos obscenos - relata o produtor musical, sem perder o humor. - Às vezes você está ali na bancada há oito horas, cansado, e muitos te olham com arrogância. Eu que estou julgando e mando ir embora mesmo. Não faço teatro, não tem personagem.

A frenética edição do programa mostrou tudo isso e mais uma porção de beijinhos carinhosos que Camargo recebeu das candidatas mais saidinhas. Ele adora:

- O pessoal fica implicando comigo. Gosto de mulher e gosto de mulher bonita. E eu assumo. Não sou solteiro, mas continuo gostando de mulher.

O jurado costuma medir a audiência no programa pela resposta das ruas:

- Recebo tapinhas costas, encontro "primos", todo mundo se sente íntimo.

A exemplo do vencedor do ano passado, Rafael Barreto, que tinha uma história triste, Camargo não nega que drama ajuda.

- A história ajuda a eleger quem tem talento. Já que as pessoas só vão prestar atenção na história de alguém que saiba cantar - diz o diretor musical da Record.

Entre tantas outras figuras que se postam à frente da bancada do reality show, Lívia, o travesti, chamou a atenção.

- A Lívia canta bem, tem o timbre bom. E talento não tem sexo. Se vai ser ídolo ou não, depende do conceito do Brasil.

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