11/04/2014

Águas Quentes - GO

Depois da viagem a Gramado e Canela, passei um bom tempo sem viajar. Não que eu não quisesse, mas é que gosto mesmo é de viajar com a minha filha, e não foi possível. Planejamos passar o réveillon do ano passado em Vitória. Eu já tinha ido à Vitoria e Guarapari quando minha filha tinha 11 meses. Tem muito, muito tempo isso.
 
Compramos passagens, reservamos hotel e carro e começou a chover sem parar e Vitoria. Chovia que Deus dava. E as cidades inundando. E as pessoas ficando ilhadas. E as estradas ficando interditadas. E a pessoa aqui ficando apavorada.
 
Governo do ES ainda não calculou prejuízo. (Foto: Reprodução/ TV Gazeta)
 
Foto: Reprodução/ TV Gazeta
 
E não teve jeito. Não adiantaria ir pra ficarmos ilhados, presos no hotel, sem ter como circular por lá. Nem sol para ir à praia teríamos. Conseguimos cancelar tudo, a companhia aérea estornou o dinheiro das passagens, só nos cobrando a taxa de embarque, o hotel seria pago só na saída e o carro também. Ficamos em casa mesmo, trancados nos quartos com ar condicionado, porque naquele mês o calor estava de amargar.
 
Recentemente fomos passar um final de semana em Águas Quentes. Sempre tive vontade de conhecer o circuito das águas quentes, que está entre os destinos turísticos mais procurados em Goiás. As cidades de Caldas Novas e Rio Quente - a apenas 22 quilômetros uma da outra e a cerca de 170 quilômetros de Goiânia - reúnem o maior complexo de águas termais do planeta, com rio, piscinas e fontes de águas naturalmente aquecidas, além de uma praia artificial.
 
Chegamos à Goiás pouco antes de uma da madrugada. O funcionário da locadora já nos aguardava com uma plaquinha na mão. Eu curto esse negócio de alguém esperar a gente no aeroporto com plaquinha na mão. Acho divertido.
 
A viagem de carro até Águas Quentes foi meio tensa. Durante a maior parte do percurso não se vê uma viva alma - nem morta, graças a Deus - no caminho. Só o estradão cortando terras e mais terras. Acredito que erramos muito o caminho, pois só conseguimos chegar ao hotel depois das quatro da manhã, com fome, sede e cansados. O detalhe desagradável foi não ter água pra beber, nem um sanduba pra tapear a fome. Paciência. Ainda bem que fizemos um lanche no caminho, ainda em Goiânia.
 
Dormimos pouco e logo cedo tomamos nosso café da manhã e partimos para o Hot Park, um parque aquático com diversos ambientes, que integram toboáguas e muitos brinquedos radicais – alguns gratuitos e outros pagos, em meio a muito verde.
 
 
Não tive coragem de fazer tirolesa, nem de me aventurar no Half Pipe, que é considerado o maior escorregador do Brasil – são 13 metros de altura em forma de “U”, inspirado nas pistas de skate.

 
Half Pipe
 
 
Praia artificial
 
Confesso que achei a água quente demais. Estava fugindo do calor escaldante do Rio de Janeiro e achei a temperatura da água mais quente do que eu gostaria. Mas o parque valeu a pena, apesar dos preços bem caros de bebidas e comidas. Não se pode entrar no parque com alimentos nem bebidas e o povo mete a mão mesmo.
 
Depois de nos esgotarmos bastante, resolvemos retornar ao hotel para planejar o resto do dia e a noite, mas, para nossa surpresa e revolta, o carro simplesmente não funcionou. A bateria arriou completamente e essa foi a pior parte da viagem, que já era curta e ficou totalmente prejudicada por causa desse contratempo. Com auxílio de um funcionário do parque que levou um trambolho pra dar uma carga rápida na bateria, conseguimos voltar ao hotel.
 
 
Antes mesmo de sair do parque, liguei para a locadora e exigi que eles trocassem o carro, porque não queria correr o risco dele não funcionar na hora que tivéssemos que ir para o aeroporto no dia seguinte. Sabem que horas que o outro carro chegou? Quase meia noite! A sorte é que o hotel também tinha piscinas (quentes e frias), bebida gelada e com preço justo. O azar foi que o restaurante do hotel não funcionou à noite e não pudemos sair para jantar porque tivemos que esperar o bendito carro. Jantamos pizza, que estava uma delicia, entregue pela única pizzaria de Águas Quentes.
 
 
Passamos a manhã de domingo curtindo o hotel e retornamos à Goiânia logo depois da hora do almoço, preocupados com a estrada. Como chegamos cedo demais e bem antes da hora de entregar o carro, fomos dar uma volta em um shopping, comer alguma coisa e encarar o vôo de volta, que teve escala em Brasília, mas que transcorreu sem maiores sustos.
 
Não sei quando vou viajar de novo, mas espero que não demore muito!



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