03/09/2007

Invasão de privacidade (frustrada)

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- Mãe, adivinha quem eu vi hoje?

- Não sei filha...quem?

- O Alemão!

- Como assim? O muita língua?

- Ééééé, mãe...o Alemão!

- Onde foi isso, menina?

- Lá na Barra, no Bar do Oswaldo. E se eu te contar com quem ele estava, aos beijos e abraços, você não vai acreditar!

- Não vai me dizer que era a Siri?!?

- Nãooooo, mãe...era a Joana Balaguer, aquela da Malhação, que ele jura de pés juntos serem somente bons amigos.

- Tirou foto? Obaaa...agora a gente ganha uma graninha, vendendo esse flagrante pra alguma revista!

- Não tirei, mãe. A máquina estava sem pilhas, porque descarregaram no show do Celebrare. E mesmo que eu tivesse tirado, eu JAMAIS faria isso!

- Como não? Não é disso que os paparazzi vivem?

- Por isso que escolhi fazer Publicidade. Não acho justo expor a vida das pessoas assim...

- Peraí...quem se expôs foi ele, indo a um local público e ficando de agarramento com uma moça que ele nega que esteja pegando!

- Ah, mãe...ele é muito mais simpático pessoalmente do que na TV, sabia?


Nesse momento, desisti do meu furo de reportagem para sempre! Mas fiquei pensando nessa história de privacidade. Lembrei logo do "namorico inocente" da Daniela Cicarelli na praia e da camiseta que o filho da Angélica com o Hulk usou, proibindo ser clicado.

Ah, como devia ser prazeroso ser reconhecido nas ruas no início de carreira! Os autógrafos, as fotos com os fãs, etc, etc...Nessa fase, tudo são flores. Com o tempo, e com o bolso cheio do apoio ($) que os fãs dão em troca, começam a berrar por privacidade.

Concordo que existem fãs, e fãs. Assim como repórteres, e repórteres. Fico imaginando se um dia a Luana Piovani sair às ruas e não for abordada por ninguém. Com certeza ela iria pirar o cabeçote!

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