19/03/2009

A história de Naná poderia ter sido outra...

Vocês já se perguntaram onde Naiá passou a tarde da terça-feira, antes de encarar seu paredão? Sozinha no seu quarto? Com Ana Carolina? Não, ela não a passou com a “netinha”, esta estava dormindo sozinha no quarto Procura-se. Mas, Naná não ficou sozinha, ela já não vinha dormindo com Ana, desde a novo sorteio dos quartos. Fora alojada no Quarto dos Espelhos junto as meninas do GB e de Max. Foi com eles que ficou e, talvez, tenha tido a melhor das suas tardes na casa do BBB9, dando risadas e jogando conversa fora na companhia de Francine, Priscila, Milena e Max, divertindo-se com as brincadeiras e com as conversas dos quatro, falando besteiras com a turminha descontraída do grupo B e divertindo-se como jamais se divertiu com a lamurienta e depressiva Ana ou com seus colegas do grupo A. Vejam, nas fotos acima, uma Naná risonha, leve e muito sintonizada com a alegre descontração do grupinho feliz.

Depois que vi Naiá saindo da casa, toda alegrinha, sendo abraçada pela família e beijada pelo marido de forma tão eloqüente e amorosa, fiquei matutando como teria sido a história de Naiá se, em vez de ser mandada para o lado A, tivesse sido encaminhada para o Lado B da casa (sem Norberto, claro). Como seria seu comportamento na companhia da turminha extrovertida, animada, brincalhona, cheia de humor e alegria que ainda está quase inteira na disputa do prêmio milionário. Acredito que ela teria sido bem diferente e teria nos proporcionado momentos inesquecíveis de bom divertimento, que teria se identificado com o alto astral dominante e, quiçá, estaria ainda dentro da casa entre os favoritos do público.A má sorte de Naiá foi ter sido mandada para o mesmo lado onde estava Ana Carolina, avidamente esperando alguém em quem grudar e fazer de muletas. Isso, decerto, não fazia parte dos planos de Naiá, daí a reação que teve na segunda semana, mostrando-se irritada com o excesso de presença e de cuidados de Ana com ela, sufocando-a e fazendo-lhe mal. O erro de Naiá foi sair falando para os outros sobre a sua insatisfação, em vez de ter sido clara e taxativa com a grudenta, pedindo que não invadisse de forma tão absoluta seu espaço. Se tivesse dado um chega para lá nela, logo no início, a sua situação teria sido bem outra. Naiá era muito chata, linguaruda e encrenqueira, mas Ana Carolina fez dela uma pessoa bem pior.

Relembrando as imagens da saída dela, acreditei serem verdadeiras suas palavras, quando disse na segunda-feira à tarde: “cada vez mais sinto vontade de ir para casa”. Naiá queria mesmo sair. Ela não estava mais suportando levar Ana pendurada, como um fardo, nas suas costas, já se tornara exaustivo ouvir seu discurso repetitivo e sem noção sobre perseguição, seus ataques de coitadismo, suas conversas atoleimadas, seus chiliques, sua natureza depressiva e baixo astral, sempre choramingando ou fazendo bico. Só vejo reciprocidade de identificação entre Naiá e Ana no gosto das duas em falarem mal da vida alheia, em tecerem intrigas, em exercitarem a maledicências e a fofoca, em alfinetarem e especialmente em armarem bons barracos.

Naiá já cansara de ser a empregada da granfininha, passando-lhe a roupa, preparando-lhe comidinha especial (porque a mimosa não gostava da comida simples da xepa ou não se agradava dos pratos da casa grande), passando pomadinhas no bundão da cavilosa, não tendo folga nem para dormir, tomar banho e ficar jogando conversa fora com os outros moradores da casa. Naiá chegara ao seu limite de tolerância, especialmente no dia da formação do paredão, quando explodiu com Ana por esta ter votado em Priscila e não em Max, como haviam combinado.

Naquele momento vi Naiá, pela primeira vez, perdendo a paciência e falando alto e rispidamente com Ana. Talvez ali ela tenha começado a perceber que nada lhe dava a certeza de que ganharia o milhão, que estava servindo de muletas para que Ana saísse milionária da casa. Naná não suportava mais ficar na casa aturando Ana, e nós cá fora não suportávamos mais vê-la na casa, arrebentando nossos ouvidos e formando um excêntrico casal com Ana. Naná estava fisicamente desgastada, com problemas nos joelhos, com saudades do marido e da família.

Falaram tanto que Ana iria crescer com a saída de Naiá e não vejo realizar-se tal vaticínio. O que estou vendo é o agigantamento do lado non sense da mulherona adulta em demonstrações de birras chiliquentas. O conselho que eu daria para a mamãe da mimadinha: chame a Super Nany! Nunca será tarde para a criançona aprender o que é limite! Naiá poderia ter posto alguns freio na mimada, mas ela não os põe nem nos próprios netos... Para concluir, lembro um momento muito significativo da despedida de Naiá, quando ela, depois de ter abraçado Francine, olhou-a no rosto, com a mão em sua face e disse: “Eu aprendi a gostar muito desta menina!” Arripiei!

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