29/03/2009

Max, o menino perdeu o medo de chorar!



A revelação do que o colar negro significava que os seus portadores teriam que ir para o quarto branco, conforme as instruções recebidas por Francine ao atender ao Big Fone, causou grande impacto e comoção em todos os participantes do BBB9. Flávio e Priscila, os escolhidos para a prova, como era previsível, mostraram-se muito abalados e apreensivos.

Mas, difícil e triste foi a missão de Francine, encarregada de comunicar a sentença. Chorei com ela, avaliando perfeitamente o que uma pessoa sensível, que abomina fazer o mal às pessoas, estava sentindo tendo de enviar para uma aterrorizante prova dois amigos. Ah! Que vontade eu senti de pegá-la ao colo, consolá-la e dizer-lhe: Não chore Fofurinha, nenhum dos dois chorariam por você, estão tramando mandá-la para o paredão com seu Benhê.

Todavia, surpreendeu-me a reação controlada do ruivo, aceitando a explicação de Francine, sem dar chiliques ou rodar a baiana por ter sido o escolhido por ela, tanto como me surpreendeu a forma como Priscila recebeu a notícia, aos prantos e isolando-se no “quarto dos espelhos”. Não deveria ter sido surpresa para ela, vez que já levantara a hipótese de ser o quarto branco o que os aguardava, chegando inclusive a combinar com Flávio como agiriam no confinamento. Bom, é compreensível que, quando se viu diante do irredutível e do irremediável, tenha sentido medo, especialmente por ignorar o restante da prova.

O que todos guardam na memória é o que se passou com Léo, surtando e optando pela auto-eliminação, além das angústias que Ralf e Newton relataram. A partir daí, o famigerado quarto branco tornou-se sinônimo de tortura aterrorizante e insuportável e o Big Fone passou a significar uma espécie de voz infernal, portador de mensagens diabólicas, de ardilosas arapucas e ameaça de castigos hediondos, como ir para o paredão, ser eliminado, dar castigos cruéis a amigos, dentre outras maquiavélicas brincadeirinhas do Zeus do Olimpo Global.



Mas o que quero destacar neste post são duas cenas protagonizadas por Max, que me deixou com o coração enternecido e cheio admiração por este homem especialíssimo que sabe, como ninguém, maximizar seu lado luminoso e humaníssimo. A primeira foi a que está ilustrada na foto acima que o mostra, trazendo Priscila nos braços, aconchegada ao seu peito, como se fosse uma menininha desamparada e chorosa que, de repente estivesse precisando do colinho e do ombro amigo do pai ou do irmão mais velho.
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Max teve a sensibilidade de perceber o que se passava no seu espírito e teve compaixão, sentiu o desespero da colega e não titubeou em tomá-la ao colo. Vendo a cena, emocionei-me principalmente porque ele trazia no colo uma pessoa que não merece seu amor, seu carinho, sua solidariedade, amparara na hora da dor a pessoa que planeja roubar-lhe o sonho de chegar ao final do jogo, o amigo que jamais a trairia.
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Lembrei-me, com o coração apertado, dele votando em Josiane, que viera de um paredão, para não votar em Pri, que acabara de dar-lhe o voto que o mandou ao paredão. A mesma que, unida a Joseane e a Flávio, planeja pô-lo no próximo paredão com Francine.O belíssimo gesto de amor fraterno, atitude solidária, fraterna, amorosa, sensível que abriu um campo de beleza, de sensibilidade e de poesia na manhã sombria, regada pelas lágrimas de Francine, pela emoção de Flávio. Era Max maximizando o coração, revelando, mais uma vez, seu lado espiritual luminoso e lindíssimo! A segunda cena, novamente protagonizada por Max deu-se, quando ele viu Priscila e Flavio saindo da casa rumo ao quarto branco.



Neste momento, “o menino que tinha medo de chorar”, o homem que “não desperdiça suas lágrimas” com o que não lhe toca à alma, abriu as comportas da emoção e deixou que as suas “pérolas” deslizassem pela face. Max chorou! O homem que dizem ser frio e calculista chorou! Chorou pelos dois que julga seus melhores amigos, sem desconfiar que, logo mais, à noite, após a escolha do líder, que certamente será assumido por um dos dois, pretendem vendê-lo aos fariseus por trinta moedas. E assim, sempre à beira de um inescapável paradoxo, caminha a humanidade, agasalhando o bem e o mal na essência de cada um.

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