30/03/2009

O discurso de Bial e outras reflexões

"Eu gosto de pensar o Big Brother como uma vida paralela, como se vocês começassem de novo. A esta altura, a gente pode olhar para trás e ver como se desenhou esta história. Vejamos a trajetória de Josi. Ela começou com menos de zero, presa na Casa de Vidro, que é bem pior que o quarto branco. Quando conseguiu finalmente entrar na casa, foi atacada por Ton, que demonstrou de forma desastrada seu afeto. Quando ele foi eliminado, ela renasceu. Do paredão com Naiá, ela subiu às alturas da liderança e depois voltou ao paredão. A trajetória de Josi foi dramática, cheia de altos e baixos, de precipícios e de alturas, como uma cordilheira. Com sua obstinação, esta história não há de terminar aqui. A eliminada de hoje é Josi".

Com esse discurso, Bial anunciou a eliminação de Joseane. Vale observar que, diferentemente do que fez no discurso do paredão Max e Milena, no qual o apresentador falou igualmente dos dois emparedados, ressaltando as qualidades de cada um, usando metáforas poéticas belíssimas, repartindo meio a meio as palavras e os elogios, no paredão de hoje, Bial dirigiu seu discurso elogioso apenas para Joseane, relegando Ana ao plano da mais aflitiva e absoluta insignificância. Simplesmente a ignorou, como vem fazendo desde o paredão dela com Ralf, quando testemunhou aquele teatrinho lacrimal protagonizado por ela e por Naná.

Se fosse antes da saída de Naiá eu teria vibrado de satisfação. Todavia, confesso que hoje já não olho para Ana através da lupa da antipatia e da rejeição. Ela tem uma qualidade que aprecio e valorizo demais: a lealdade aos amigos, demonstrada prodigamente em sua relação com Naiá e com Francine. Na altura em que o programa está, prefiro que Priscila seja eliminada e que Ana fique entre os três finalistas, com Max e Francine.

Terminada a eliminação, procedeu-se à prova do líder, com Priscila e Flávio fora do páreo, mas participando da prova de sorte que deu a vitória à Ana Carolina. Não poderia ter sido melhor, especialmente porque ela era a única que indicaria Francine, mas indicaria Flávio para o paredão, como realmente fez, para a minha satisfação e a de muitas pessoas que o defenestrarão com ímpeto e determinação na próxima terça-feira.

Na votação da casa, mais uma vez Priscila decepcionou-me, não por ter votado em Max pela quarta vez, mas por ter repetido a mesma justificativa ridícula com a qual substitui o verdadeiro motivo da sua fixação em tirar Max do jogo, motivo que ela não tem coragem de revelar e assumir, mas que para quem acompanha atentamente sua trajetória, desde a época da xepa, já percebeu porque Max a incomoda tanto. O contraste entre a postura dela e a de Max, no momento de votarem um no outro foi alarmante. Inclusive, ele nunca a censura ou fala mal dela. Assim, Priscila não tem nenhum motivo de ordem pessoal para empenhar-se tanto em tirar Max da casa.

Enquanto ele ficou angustiado por não ter outra opção senão votar nela e não pronuncia uma palavra que a desmereça ou a prejudique, Priscila vota friamente, com ares arrogantes e faz questão de repetir a mesma justificativa ridícula e despropositada que levanta desconfianças sobre a boa conduta de Max. E fez isto pela quarta vez. É muita pobreza de espírito! Muita falta de discernimento, de desconfiômetro e excesso de presunção, impedindo-a de entender que ela não tem nada a ver com o que se passa entre Fran e Max, que não lhe compete ficar tomando as dores e metendo o bedelho onde não foi chamada!

Mas, Joseane, Priscila e Flávio já tiveram a lição que mereciam. Flávio teve que ficar fora da prova para líder, tal como fizera com Milena e com Fran, perdeu a parceira de armação Joseane e findou num paredão com sua segunda parceira, indicado por sua arquiinimiga Ana Carolina, e dele não retornará. Tudo isto depois de ter passado horas intermináveis detonando Francine para todos na casa, desvairado por causa de ninharias que seu ego exacerbado não aceitou. Quem, como Flávio, Naiá, Maíra, Joseane e Ana, passa o tempo a censurar outras pessoas tem uma vida exterior aborrecida e uma vida interior inexistente. Vivem uma vidinha medíocre, inexpressiva e sem brilho.

Max não cultiva a maledicência, a futrica. É leal e solidário com os amigos. Francine tem defeitos, muitos defeitos, mas as suas qualidades superam todos eles e fazem dela uma pessoa especialíssima, encantadora e cativante. No grupo B, Fran, Max e Milena são o que há de melhor. Esses três nunca me decepcionaram. Têm defeitos que não os desmerecem, pois não aponta para falhas de caráter, para uma má índole ou para uma má formação da personalidade. Que Deus os conduza pelos melhores caminhos. Vou sentir saudades deles dois, como sinto de Milena.

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