12/03/2009

Priscila: "O que me realiza é provocar"!

O conflito que se instaurou agora entre Priscila e Francine não começou recentemente. Sua gênese remonta à semana na xepa, germinou nos elogios dos quatro homens – Nonô, Léo, Max e Flávio – seduzidos pela encantadora maneira de ser leve, espontânea e singularmente engraçada de Francine. Todavia, o que deve ter esmagado a auto estima de Priscila foi ficar sabendo que os homens comparando-a com Fran, disseram que apesar do seu exuberante corpão, preferiam o tipo de beleza da professora. Max declarou-se “encantado” por ela. Daí o relação ambivalente de Priscila com Francine, manifestado nas oscilações de Pri em seus sentimentos de amor e desamor e em suas atitudes ora amigas, ora desafiadoras.

Se olharmos para a trajetória de Priscila ao longo dos dois meses de confinamento, perceberemos que o ciúme, o despeito e o gosto pela provocação não são recentes. Depois que Emanuel saiu da casa, ela passou a implicar com os dois outros casais que ficaram, chegando ao cúmulo de dizer que passava mal quando os via aos amassos. Nas festas ficava lançando olhares tenebrosos para os beijos de Milena e Ralf, e para os chamegos de Fran com Max. A inveja e o despeito ficavam estampados na expressão do olhar da morena, inconformada por estar sozinha. Quando Max tentou fazê-la enxergar que a relação dela com Manu, uma pessoa que tinha um outro envolvimento fora da casa, Priscila não hesitou em lançar-lhe em rosto, na presença de Fran, que ele não podia falar assim, porque Fran também deixou um envolvimento fora da casa. Fran, ao ouvir isto, levantou-se calmamente e saiu cabisbaixa.

Na festa da quarta-feira, notando os olhares de censura que Joseane, ainda remoendo a decepção com Ton por causa do seu encontro com ela, Priscila disse à Milena: “Eu adoro quando sei que estou incomodando alguém, aí é que eu faço mesmo e com gosto. O que me realiza é provocar. Minhas amigas sempre dizem que eu me divirto provocando”. Acredito que este pronunciamento de Priscila esclarece as atitudes dela em relação aos ciúmes de Francine, resultante das provocações em nada inocentes de Priscila. Conversando com Milena e Francine, Priscila que disse que se atendesse ao Big Fone e tivesse que convencer os confinados a votarem nela para escapar do paredão, iria atingir os pontos fracos dos colegas. Ela disse que primeiro iria pegar a maquiagem de Francine, mas lembrou que ela iria esquecer. Então disse que iria dar em cima de Max, pois sabia “que dando em cima dele, você iria ficar com raiva". Assim sendo, está mais que evidente que Priscila conhece o ponto fraco de Francine, sabe o que pode fazê-la sair do sério. Portanto, está agindo de caso pensado.

Que direito tem Priscila de ficar aborrecida com a Fran por não ter sido convidada para o cinema? Nenhum! Porque quando esta foi líder, duas vezes, não chamou a Milena e Fran, preferindo convidar Maíra e Joseane. E ainda teve o desplante de ir à xepa para avisar as duas que não seriam convidadas, advertindo-as: "-Não reclamem da minha escolha para o cinema." convidando Maira, Joseane e Flávio, na presença delas. Claro que as duas ficaram decepcionadas, mas ficaram quietas. Pri esqueceu que convidou Emanuel para o cinema nas duas vezes em que foi líder. Porque ela acha que pode preferir ter o "namorado" junto a ela no cinema e Max não pode preferir ter a companhia de Francine? Quanta incongruência! Que joguinho feio!

A briga pós-cinema só aconteceu por culpa de Priscila que ao tomar conhecimento de que Fran estaria aborrecida com o incidente, mesmo tendo dito que era coisa de pouca monta, Priscila foi ao quarto do líder para pôr a história em pratos limpos, acompanhada por Milena. Enquanto esperava por Francine, devorava petiscos e bebia cerveja “gelada”. De repente, disse estar com frio e, mesmo sabendo que Fran é ciumenta, vestiu a camisa de Max que Fran mais gosta. Foi inocente esse gesto? Não, foi para provocar o ciúme de Fran e, quiçá, uma briga que culminasse em um rompimento entre as duas. Ela estava muito despeitada, tanto que dissera à Milena quando se encaminhavam para o quarto do líder que agora sabia que não podia contar com Fran e que, depois, se votasse nela não ia ter que ficar justificando.

Priscila está procurando um motivo pra poder votar na Fran sem ser acusada de traíra. Juntando-se a Flávio que já declarou que Francine deu-lhe motivo pra ser votada. O motivo deste e, de certo modo, de Pri, é a briga de Maíra e Fran, na qual a razão está do lado de Fran. Ela é quem foi a provocada e ferida em seus brios pela intrusa. No entanto, todos do grupo B, ficaram contra ela. Pri acusa Francine de ser imatura e ciumenta. Certo! E ela não é ciumenta e, em alguns momentos, imatura e barraqueira? Priscila esqueceu o barraco que armou na festa da Niely Gold, por ciúmes infundados de Emanuel?

E tem mais, quando Francine chegou ao quarto do líder, entreabriu a porta e não pode entrar, tendo que aguardar a saída de um dos três, depois de ter ouvido de Milena e Flávio, que sairiam logo que terminassem suas bebidas. Priscila, com ares de dona de superioridade, disse-lhe que não tinha pressa de retirar-se e que Fran aguardasse o quanto fosse preciso para entrar. Quando Flávio terminou sua bebida resolveu sair, tirando Fran do “castigo”, sentada à entrada do quarto, soltando essa pérola da gentileza humana: “Pode entrar, mala!”

Logo que Francine entrou no quarto, Milena perguntou-lhe se ela havia se despedido de Maíra antes desta sair da casa. Não, diz Fran, porque abraços devem ser dados com sentimento real. Enquanto esta falava, Priscila lançava olhares com ar de zombaria para Max. Fran percebeu e pediu que ela parasse de olhá-la daquele jeito, perguntando-lhe, a seguir, se estava chateada com ela. “E se eu estiver chateada? Bem, não estou pelo cinema, mas pelo seu egoísmo, pela sua infantilidade. Não vou passar a mão na sua cabeça”. Visívelmente irritada, Fran avisa que vai se retirar, porque não quer discutir, já perto da porta alfineta Priscila, fazendo referência ao casaco que ela veste: "A propósito: a blusa do Max ficou muito bem em você". E seguida sai do quarto e bate a porta. O resto da história já se sabe. As duas fizeram as pazes, trocaram palavras doce, mas não acredito que a confiança que Francine depositava na amiga não esteja abalada.

Ainda não tirei Priscila da minha lista de favoritos. Ainda gosto dela e reconheço o seu valor, suas qualidades, mas estou muito decepcionada com ela.

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