11/03/2009

A vovó e a netinha sob suspeita!!!

Depois dos barracos do sábado e do domingo, nos quais Flávio desmascarou de Naná e, indiretamente, Ana, não me surpreendeu a mudança de atitude da dupla “Mãezinha e filhinha” na edição de ontem. Ambas estavam de cara enxuta, tranqüilas, sorridentes e falantes, nem parecia que estavam enfrentando a mesma situação do paredão anterior, que causou o dramalhão lacrimal protagonizado pelas duas.

Claro que elas não poderiam repetir a cena ou substituí-la por outra de igual efeito, depois de terem ouvido de Flávio que ninguém comprou a cena dramática que protagonizaram com o intuito de manipular a emoção do público a favor de Ana, depois de saber que o show lacrimal que encenou alegando não poder se separar de Ana foi de uma incoerência aflitiva, vez que esta estava no paredão por não ter sido imunizada por ela, mesmo sabendo que a catarinense estava ameaçada e que não suportaria perdê-la. Portando não teve sentido a choradeira. Só comoveu o público menos instruído. Em mim, o feito foi de nojo e dó do papelão que ambas faziam. Nem Bial acreditou na autenticidade da cena...

Mas não desistiram de manipular o público do PPV e de fornecerem material para as edições. Apenas mudaram a técnica de manipulação, substituindo o teatrinho ao vivo e a cores por outro encenado diretamente para as quarenta câmeras da casa, tal como fazia Alemão. Assim, nos dois dias que antecederam ao paredão, Ana repetiu reiteradamente um tedioso discurso monologado, sempre batendo nas mesmas teclas, do coitadismo, da vitimização e da perseguição que sofria das pessoas do Grupo Maximizado, diante de Naná, como se estivesse falando para esta, que, aqui e ali, pontuava os queixumes lacrimosos de Ana com alfinetadas certeiras em Max, Francine e Milena.

Além dessa farsa, Nana engendrou uma forma de não repetir a cena da velhinha infeliz e lacrimosa, mudando o foco da sua tristeza para a triste história da menina que foi engravidada pelo pai, relatada por Ana Maria Braga na manhã do dia do paredão. Assim, depois que terminou o programa Mais Você, a doce mãezinha disse para a sua filhinha caçula: “Ana seu paredão de hoje não é porra nenhuma para mim, diante do que aconteceu com a menina lá fora, tenho a humildade de falar: você hoje é segundo plano. Estou falando do fundo do coração”. Vixemaria, meu estômago embrulhou! Imagino como a produção passa mal escutando as hipocrisias de Naná e o joguinho de Ana para o público.

Enquanto elas gastam os poucos neurônios criando situação para se darem bem, a edição de ontem queimou o filme de Naná sem piedade, mostrando cenas em que Flávio jogava-lhe em rosto a hipocrisia e a incoerência da cena histriônica no paredão anterior, que comoveu o público e provocou um aumento considerável na votação, resultando na eliminação de Ralf. Mostravam a cena mencionada por ele: aquele dilúvio de lágrimas e uma Naná vestida com roupas tapadas, sem bijouteria, com o cabelo penteado colado à cabeça.

Reforçando o uso que Naná e Ana fazem das lágrimas para tirar bom proveito do seu efeito, foi mostrada a cena que aconteceu na segunda-feira anterior ao paredão dela com Ralf , na qual, quando Ana sai do confessionário, depois de ter passado pela entrevista com a máquina da verdade e Bial, Naná lhe perguntou: "Você chorou, Ana? Chore que o povo gosta!" Após Flávio ter dito que não acreditava na autenticidade da amizade de Naná por Ana, apareceu a cena em que Naná falava mal da catarinense, acusando-a de sufocá-la com tanto grude, sugerindo que a livrassem da dela, dizendo: "é uma dica" (para o paredão).

Naná disse e repetiu várias vezes que não se lembrava como foi que ela e Ana ficaram amigas, mostraram-na dizendo isto e a cena do encontro das duas. Pasmem: elas já se conheciam do 8P... Vixemaria, foi muita desmoralização da vovozinha dissimulada e falseta. Mas o pior ainda estava por vir: encerraram as chicotadas com uma montagem de fotografia, com Naná e Ana sentadas bem juntinhas, com chapeuzinho iguais, tendo no colo uma plaqueta onde estava escrito: “A vovó e a netinha sob suspeita”. Aí, a produção matou, enterrou e rezou a missa de 7º dia da farsa da amizade apaixonada entre Mãezinha e filhinha.

Lembrei-me então de Ana, como anjo, imunizando Naná, a mesma pessoa que não teve o mesmo gesto com ela e, ainda por acréscimo, dando-lhe um automóvel de presente. Com isto, Ana pôs em evidência a falha de Naná com ela, pois a mãezinha também havia dito que não queria o colar. Jogada de mestre e mais uma chamuscadela no filme de Naná. Ana deu o troco. Como se amam essas duas! Como jogam! Jogam inclusive uma contra a outra.

Se Naiá for indicada para o paredão, mesmo que for com Milena ou com Joseane, ela será defenestrada com uma expressiva votação. Aí, quem sabe, Ana possa mostrar-se sem máscaras, sendo ela mesma e não uma personagem infantilizada, sem glamour, apatetada e tediosíssima que criou e não se ajusta numa pessoa com 25 anos.

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