13/04/2009

Max é o máximo!!!

Eu poderia escrever sobre a entrevista de Max no Domingão do Faustão e no Fantástico. Mas, decerto, seria redundante, pois o nosso amado Benhê só abre a boca para nos encantar e conquistar cada vez mais. Poderia, depois, fazer um comentário sobre a atuação dele nas entrevistas. Porém, proponho que conheçamos outras opiniões. Estou certa de que melhor do que qualquer comentário feito por mim, sobre o homem especialíssimo que é Maximiliano Porto, é examinar o que dizem dele outras pessoas que conviveram com ele, que o conheceram em outra realidade fora da casa do BBB9, como cartunista e escultor de grande talento, de imenso valor no panorama das artes, onde o seu nome e a sua arte são conhecidos e muito respeitados. Começemos, pelo artigo escrito por Zé Roberto Graúna, Cartunista, pesquisador e colunista do Jornal de Letras, publicado no “Blog e Fã Clube Oficial Max e Fran. com o título: “EU MINIMIZADO FRENTE À TV”:

“Eu sempre fui bastante radical em relação aos reality shows que infestam a programação das emissoras de TV, principalmente quando se trata do Big Brother Brasil. Da primeira à oitava edição do programa, nunca sequer dei a famosa espiadinha. Não faço a menor ideia de quem foram os vencedores e novos milionários dos primeiros programas. Nas reuniões de família e rodas de amigos, por muitas vezes eu me sentia como um alienado do besteirol televisivo, afinal todos discutiam acaloradamente quem sobreviveria aos próximos paredões. Mas eu me mantive firme e forte. Não dei o braço a torcer e não vi, nem de passagem, as peripécias dos brothers. Também não comprei nenhuma Playboy com as gostosonas que saíram da atração e, acredite se quiser, só conheço a bela Sabrina Sato por causa do Pânico na TV.

Pois bem, durante as veiculações dos anúncios do Big Brother Brasil 9, fui informado pelo caricaturista Souza de que nosso colega Maximiliano Porto estava participando do programa. Max já era um artista bastante conhecido na Internet graças às ótimas esculturas que cria. Além disso, é também ótimo desenhista com boa desenvoltura para a caricatura. Por meio do Orkut e no Flickr, o artista já havia postado uma série de imagens bem interessantes de seus bonequinhos caprichosamente finalizados, especialmente a escultura da atriz Laura Cardoso, a quem o Max entregou pessoalmente sua réplica em miniatura na festa do XV Festival de Teatro do Rio de Janeiro. O trabalho do Max Porto é de fato muito bom, e eu, que cheguei a pensar em encomendar um bonequinho do Santos Dumont para a minha coleção, comecei a me arrepender por não tê-lo feito antes. Imaginei que se o Max ganhasse o prêmio máximo do programa suas esculturas tornar-se-iam peças de colecionador. Azar o meu.

Então, arriscando meu passado quase xiita, resolvi assistir ao menos a um desses programinhas. Passaram-se alguns dias e lá estava eu minimizado, sentado à frente da TV, assistindo pela primeira vez à atração global. Não cheguei a ver o programa todo. Na verdade, peguei o bonde andando. Com certeza não perdi muita coisa, mas, quando liguei a televisão, vi uma das participantes tentando justificar por que estava votando em alguém para o tão temido paredão. Ela disse mais ou menos assim: “Bial (dirigindo-se ao Pedro Bial), eu voto na fulana, porque tenho 'menas' afinidade com ela”. Menas? Ave Maria! Comecei mal. Não aguentei a sofrível linguagem da jovem candidata, desliguei a TV e fui dormir sem ver a cara do Max.

Nos dias que se seguiram, percebi que a pobre jovem autora da infeliz frase havia sido eliminada no tal paredão. Ainda bem! Conforme alguns participantes foram sendo abolidos, o programa foi ficando menos chato e mais digerível. Sendo assim, fiquei menos exigente e cheguei até a me divertir com algumas armações e micos da galera. Confesso que dei boas risadas com os estranhos casais formados na casa. A veterana Naiá e a mimada Ana, Max e... Flávio e ou Francine, estes últimos, num esquisito ménage à trois que foi inteligentemente usado pelo Max no jogo. Afinal, o tal BBB é ou não é um jogo?

Se é para avacalhar de vez o meu passado de oposicionista do BBB, vale lembrar que o Max foi de fato um jogador e tanto. Mas, como todo bom jogador, também blefou. Alguém conseguiu entender qual era a sua estratégia ao praticamente entregar os pontos na prova do automóvel? Eu levei um susto quando ele perguntou à boazuda Priscila: “Tá com o pé no acelerador? Então deixa o pé aí. O carro é seu”. E saiu da prova dando a entender que continuava jogando. Mas essa jogada quase custou caro no final e nosso “artista plástico” (a mídia insiste em apresentá-lo como tal, e não como caricaturista) foi parar num inesperado paredão, e com a Ana, que já havia mandado pro saco seis de seus adversários, transformando-se numa espécie de papa-tudo em matéria de paredões.

O Max escapou e foi disputar a preferência do público (será que vale mesmo a vontade do público?) com a Priscila e a Francine. Não sei, não, mas fiquei meio ressabiado com os resultados mostrados nos finais de cada eliminatória. A gente nunca sabe como eles computam esses votos. Tem quem defenda a tese de que na hora da verdade quem manda embora mesmo é a produção do programa. Fica quem é mais polêmico ou quem tem o corpo mais sarado. Tudo em nome da audiência. Foram três meses de tortura. Acompanhar um treco desses é como entrar no malfadado quarto branco, mas eu fui valente e não apertei o alarme. Consegui chegar até a derradeira edição para ver o Max ganhar aquela grana toda no último dia. Obviamente que minha satisfação só não foi maior que a do próprio Max. Finalmente vi um caricaturista ficar rico e famoso sem ser o Ziraldo.

Agora resta torcer para que essa exposição excessiva sirva de fato para fazer surgir para o País o ótimo desenhista de humor e escultor que é o Maximiliano. Não que volta e meia ele não possa aparecer como modelo ou sei lá o quê, afinal de contas quem ganhou um milhão de reais, em plena crise mundial, pode tudo. Mas eu torço, e torço muito, para que o Brasil descubra o belo artista que é esse tal de Max Porto. Mais ainda, torço para que ele saiba administrar tanto a cabeça quanto o bolso e, de preferência, em prol de sua arte.”

Se você só conhece o Max por causa do BBB 9, não deixe de visitar na Internet os albuns desse talentoso e jovem artista nos links:

http://maxporto.spaces.live.com/
http://www.flickr.com/photos/minimins/

Vá com fé, o brother é fera. Por: Zé Roberto Graúna, Cartunista, pesquisador e colunista do Jornal de Letras.

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