17/01/2012

O poder da edição

Conversando com amigos que só assistem à edição da Globo, percebi que quase todos tinham certeza de que Monique foi conivente com o abuso praticado por Daniel. Claro, a Globo reduziu a cena  e só mostrou as partes onde Monique ainda esboçava alguma reação. Deu a entender que estava participando e gostando. Tudo isso fechado com chave de ouro de um submisso Bial que proferiu o seguinte despautério: "o amor é lindo".

Pelo que vejo, Bial não sabe a diferença entre sexo, amor e abuso. Ou o seu salário o faz perder a noção do quão diferentes são essas três coisas. Ou foi obrigado por Bones, sedento por audiência e vendo um escolhido por ele fazer tamanha merda,  tentou ganhar tempo, minimizando o fato. 

Não sei como o áudio de Monique vazou, mas foi contra tudo o que afirmou Boninho e a Rede Globo. Não sei se a emissora será punida pela informação falsa. Mas deveria. 

A edição de hoje me decepcionou muito. Quem assiste somente às edições não entendeu nada. Mostraram um vídeo pouco esclarecedor e hoje anunciam a expulsão do participante. 

Daniel teve o fim que mereceu. Eu bem que gostaria de passar dias votando pra que ele saísse com 100% de rejeição e acho que Bones também, porque isso significaria muito lucro para a emissora. Não deu, Bones. Ou você eliminava o cara, ou a polícia ia enquadrar você e até suspender o programa. Proteger Monique era o mínimo que esperávamos da Globo. Por muito menos a sirene dispara, o esporro é dado, a grosseria característica do diretor é mostrada.

4 comentários:

Patricia Daltro disse...

Não consigo deixar de pensa nisso, que bastava um da equipe responsável tocar a sirene e não seríamos obrigados a assistir um crime!
Acho que só a eliminação do Daniel muito pouco dada a gravidade do ocorrido, queria que a emissora fosse a julgamento por omissão de socorro.
A vitória no final, ficou com um quê amargo...

kelynha disse...

concordo plenamente com td aqui falado

Valéria disse...

penso que a Globo é responsável por todos os confinados e, como tal, tinha a obrigação de impedir que as coisas chegassem a esse ponto. Lastimável.

Jane disse...

Concordo totalmente com o que vc escreveu,Patrícia.