08/04/2014

Sobre o medo de avião e viagens

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Eu sempre tive muito medo de avião. Não, medo não, pânico! Deixei de viajar algumas vezes na minha vida pelo simples fato que teria que entrar "naquela coisa". Na minha visão, todos os demais meios de transporte sempre foram mais seguros que um avião, aquele troço pesado, gigante, voando lá em cima sem nenhum ponto de apoio. Aí eu pensava: se eu sofrer um acidente de carro ou de onibus, a chance que eu tenho de sobreviver será maior. Já de avião, a morte seria certa!
 
E o tempo foi passando. Minha estreia num bichão desses teria sido lá pelos meus 17 anos, quando concorri e ganhei uma bolsa de estudos para fazer um curso de férias de três meses em Londres, onde eu teria que pagar apenas a passagem. Mas a grana naquela época era bem escassa, e, contando umas merrecas aqui outras ali, vi que seria impossível custear tamanha ousadia. Naquela época, eu ainda não tinha medo de avião. Aliás, eu não tinha medo de absolutamente nada. Coisas da idade.
 
Os anos se passaram - muitos e muitos anos - até que, um belo dia, minha filha me presenteou com uma viagem à Porto Alegre. Um final de semana de agosto de 2011, só eu e ela. Detalhe: de avião! Guardadas as devidas proporções, acho que só fiquei tão nervosa quando fiz meu primeiro exame de HIV ou quando fiz a última mamografia. Pra vocês verem o nível de pavor de uma pessoa.
 
 
 - Minha primeira vez -
 
Tirando umas turbulências, a viagem transcorreu normalmente, apesar da escala na ida e do temporal na volta. Não que eu tenha perdido o medo assim do nada, mas o santo Rivotril é meu companheiro inseparável nessas horas.
 
E olha, vou confessar: gostei de andar naquele troço. Mas continuo sentindo medo, frio na barriga e todas essas coisas que gente apavorada sente.
 
Em junho de 2013 passamos - eu e minha filha - dez dias num resort maravilhoso em Serrambi, bem pertinho de Porto de Galinhas. Fugimos da agitação do Porto de Galinhas e, com um carrinho alugado, tivemos os dias livres para passear e conhecer os principais pontos turísticos de Pernambuco, como Maragogi, Recife, Olinda, Muro Alto, Calhetas, Carneiros, Cupe, Pontal de Maracaípe, Açude de Gaibú, Boa Viagem, Marco Zero e tantos outros que não me recordo de tudo. Aqui nesse link minha filha conta a viagem sob o ponto de vista dela, e com a memória dela, que é bem melhor que a minha: Papo de Mochileiros.
 
 
 
 
Foi lá também que conhecemos o Seu Francisco, o melhor bugueiro que existe por aquelas bandas. Não tem coisa melhor do que conhecer as praias a bordo de um bugue, ainda mais se o condutor for o Seu Francisco. Só quem conhece pode entender o que é aquela simpatia de senhorzinho.
 
 
Enquanto eu não posto as outras viagens que fizemos, que tal dar um passeio lá pelo blog Papo de Mochileiros? Além das minha viagens com ela, tem as dela sem mim também. Ele é lindinho e está cheio de dicas, novidades, fotos e é feito com muito carinho pela filhota desta que vos escreve. Coruja, eu? Quase nada!!


4 comentários:

Zenobia Collares Moreira Cunha disse...

OI, Glória! Morri de rir com o seu pavor de avião. Com o tempo passa. Ainda quero saber que encarou uma viagem à Europa atravessando o Oceano.
Amiga, mudei a Url do meu blog Rabiscos de Eva, por causa de problemas que não consegui solucionar.A nova é:http//rabiscosdeeva-rn.blogspot.com.br
Um abraço de Eva.

Glória Tupper disse...

Amiga, tirei meu primeiro passaporte esse mês. Se Deus quiser, ano que vem irei à Europa.

Vou corrigir o link aqui. Beijos!

Thais Tupper disse...

Concordo com tudo que você disse. Tudinho mesmo. Só não concordo com a parte que você diz que minha memória é melhor que a sua. A de um rato é melhor. Mas nada como umas anotações.rs

Thais T. disse...

Concordo com tudo que você disse. Tudinho. Só não consigo acreditar que sua memória seja pior que a minha. Eu só anoto tudo.