27/09/2008

Cada um tem o tubarão que merece...

Aos 47 anos, hoje fiz mais um processo seletivo. Eu não sei o que acontece comigo, mas pode apostar, onde tiver um processo seletivo, eu estarei lá.

Desafios não me assustam, muito pelo contrário. Eles me põe à prova e me dão a oportunidade de mostrar a minha força de vontade e determinação.

Já perdi a conta de quantos processos eu fiz. Só no meu emprego anterior, em três anos, fiz cinco e passei em quatro deles. O único em que não passei aconteceu no dia em que meu pai faleceu, portanto, não pude nem mesmo participar. Em dois deles, participei simultaneamente, e tive que escolher o que eu queria fazer.

Saí da minha zona de conforto e aceitei o que mais apresentava desafios para mim. Eu sou assim. Gosto de desafios.

No processo seletivo de hoje, onde 25 funcionários disputavam duas vagas, lá estava eu de novo. Confiante, como sempre. E até com certa vantagem, porque depois de umas duas dúzias de processos, a gente meio que sabe tudo o que tem que falar para impressionar o entrevistador...rs

Foi divertido. É interessante observar a postura das pessoas em uma dinâmica de grupo. A gente sabe quando uma palavra mal colocada, uma observação infeliz, tiram um candidato da disputa. E eu vi isso hoje novamente. Pessoas que não estão preparadas para novos desafios.

O texto que eu quero dividir com vocês hoje foi apresendado pelo psicólogo que aplicou a dinâmica:

Os japoneses sempre adoraram peixe fresco. Porém, as águas próximas ao Japão não produzem muitos peixes há décadas. Assim, para alimentar a sua população, os japoneses aumentaram o tamanho dos navios pesqueiros e começaram a pescar mais longe do que nunca. Quanto mais longe os pescadores iam, mais tempo levava para o peixe chegar. Se a viagem de volta levasse mais do que alguns dias, o peixe já não era mais fresco. E os japoneses não apreciaram o gosto destes peixes.

Para resolver este problema, as empresas de pesca instalaram congeladores em seus barcos. Eles pescavam e congelavam os peixes em alto-mar. Os congeladores permitiram que os pesqueiros fossem mais longe e ficassem em alto-mar por muito mais tempo. Entretanto, os japoneses conseguiram notar a diferença entre peixe fresco e peixe congelado e é claro, não gostaram do peixe congelado. Entretanto, o peixe congelado tornou os preços mais baixos.

Então, as empresas de pesca instalaram tanques de peixes nos navios pesqueiros. Eles podiam pescar e colocar esses peixes nos tanques, “como sardinhas”. Depois de certo tempo, pela falta de espaço, eles paravam de se debater e não se moviam mais. Eles chegavam cansados e abatidos, porém, vivos.

Infelizmente, os japoneses ainda podiam notar a diferença no gosto. Por não se mexerem por dias, os peixes perdiam o gosto e o frescor. Os japoneses preferiam o gosto do peixe fresco e não o gosto de peixe apático. Então, como os japoneses resolveram este problema? Como eles conseguiram trazer ao Japão peixes com gosto de puro frescor?

Se você estivesse dando consultoria para a empresa de pesca, o que você recomendaria?

Quando as pessoas atingem seus objetivos, tais como quando encontram um(a) namorado(a) maravilhoso(a), começam com sucesso numa empresa nova, pagam todas as suas dívidas ou o que quer que seja, elas podem perder as suas paixões.

Elas começam a pensar que não precisam mais trabalhar tanto, então relaxam. Elas passam pelo mesmo problema de alguns ganhadores de loteria, que gastam todo seu dinheiro, o mesmo problema de alguns herdeiros que nunca crescem, pois vivem na sombra dos seus pais; de algumas donas de casa entediadas, que ficam dependentes de remédios de tarja preta.

Para esses problemas, inclusive no caso dos peixes dos japoneses, a solução é bem simples. L. Ron Hubbard observou, no começo dos anos 50: “O homem progride, estranhamente, somente perante a um ambiente desafiado.”

Quanto mais inteligente, persistente e competitivo você é, mais você gosta de resolver um problema. E os problemas são vistos por você como uma alavanca para o seu aprimoramento, seja ele pessoal ou profissional, e não como um motivo de lamuria, desânimo, desesperança. Você não se vitimiza com os problemas. Você os encara de frente, com prudência, sabedoria e confiança em si mesmo.

Se seus desafios estão de um tamanho correto e você consegue, passo a passo, conquistar esses desafios, você fica muito feliz. Você pensa em seus desafios e se sente com mais energia. Você fica motivado a tentar novas soluções. Você se diverte. Você fica vivo!

Para conservar o gosto de peixe fresco, as empresas de pesca japonesas ainda colocam os peixes dentro de tanques. Mas eles também adicionam um pequeno tubarão em cada tanque. O tubarão come alguns peixes, mas a maioria dos peixes chega “muito vivo”. Os peixes são desafiados.

Portanto, ao invés de evitar desafios, pule dentro deles. Massacre-os. Curta o jogo. Se seus desafios são muito grandes e numerosos, não desista. Reorganize-se! Busque mais determinação, mais conhecimento e mais ajuda.

Se você alcançou seus objetivos, coloque objetivos maiores. Uma vez que suas necessidades pessoais ou familiares forem alcançadas, vá de encontro aos objetivos do seu grupo, da sociedade e até mesmo da humanidade. Crie seu sucesso pessoal e não se acomode.

“Então, ponha um tubarão no seu tanque e veja quão longe você realmente pode chegar

Posso até não passar desta vez, mas já me alimentei de desafio, e isso me mantém viva!

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