25/09/2009

As Helenas de Maneco


O autor Manoel Carlos é famoso por criar tramas que giram em torno do universo feminino e familiar. Os conflitos entre pais e filhos, amores mal-resolvidos e outros temas emocionais foram retratados nas novelas do autor. Mas a maior peculiaridade é que em todas as histórias, independente do enredo, havia a presença de protagonistas chamadas Helena.

Aproveitando o assunto, vamos relembrar as Helenas que já passaram pela telinha:

Maitê Proença, em Felicidade (1991): A novela, que foi ao ar às 18h, trazia uma Helena batalhadora, que criava sozinha a filha de 7 anos, Bia (Tatyane Goulart). No passado, Helena teve um romance com Álvaro (Tony Ramos), de quem engravidou, mas os dois se desencontraram e o rapaz acabou se casando com a possessiva Débora (Vivianne Pasmanter). Após muito sofrer e ser perseguida pela vilã Débora, a mocinha da história conseguiu ser feliz ao lado da filha e do homem que amava.

Regina Duarte, em História de Amor (1995): A primeira de três Helenas vividas por Regina Duarte era uma mãe sofredora (como a maioria das personagens criadas por Manoel Carlos). A gravidez precoce da filha Joyce (Carla Marins), problemas financeiros e o relacionamento conturbado com Carlos (José Mayer) faziam a pobre Helena sofrer durante toda a história, mas no final tudo acabou bem para a personagem.

Regina Duarte, em Por Amor (1997): A mais densa e sofredora das Helenas, uma mãe capaz de tudo pela felicidade da filha, Eduarda (Gabriela Duarte). Regina Duarte contracenou com a filha Gabriela, o que deixava as cenas entre as duas ainda mais realistas. Helena e a filha engravidaram e tiveram seus bebês ao mesmo tempo, mas o bebê de Eduarda nasceu morto e a moça não poderia mais engravidar. Surgiu então o ato de amor mais polêmico da telinha: Helena trocou seu filho pelo de Eduarda. A mentira causou a separação entre Helena e o marido Atílio (Antonio Fagundes), mas o desfecho da história foi feliz e emocionante.

Vera Fischer, em Laços de Família (2000): A Helena que mais fez os homens suspirarem, e foi bastante disputada pelos personagens masculinos da novela. A loura enfrentou o preconceito ao se envolver com um homem bem mais jovem (Reynaldo Gianecchini, estreando em novelas). Porém, a jovem Camila (Carolina Dieckmann) acabou se apaixonando pelo namorado da mãe. Em um ato de total desprendimento e amor materno, Helena abriu mão de Edu, e deixou o caminho livre para que ele ficasse com Camila. Mais tarde, outro ato heróico que só uma mãe poderia realizar: para tentar salvar a vida da filha, que tinha leucemia, Helena engravidou do pai de Camila (Carolina Dieckmann), seu primo Pedro (José Mayer), para que o bebê pudesse doar a medula para a garota. Após muito sofrimento, Helena encontrou o amor ao lado de Miguel (Tony Ramos).

Helena Ranaldi, em Presença de Anita (2001): Na minissérie escrita por Manoel Carlos, Helena Ranaldi viveu Lúcia Helena. A personagem, apesar de ser uma mãe exemplar e esposa amorosa, acabou descobrindo que seu marido Nando (José Mayer) mantinha um romance com a jovem Anita (Mel Lisboa). A história teve um fim trágico, e Lúcia Helena não teve o mesmo final feliz das outras Helenas.

Christiane Torloni, em Mulheres Apaixonadas (2003): Como o nome da novela dizia, a história girava em torno da paixão, e não somente do amor exacerbado e do carinho maternal. Helena não teve filhos biológicos, mas criava o pequeno Lucas (Victor Hugo) com muito carinho. Entretanto, ela não pensou duas vezes antes de abandonar o marido Téo (Tony Ramos) em nome da paixão que nutria pelo médico César (José Mayer). Ao contrário das outras Helenas, esta colocou a paixão acima de qualquer relação familiar.

Regina Duarte, em Páginas da Vida (2007): Regina Duarte já virou sinônimo de Helena, já que a atriz viveu personagens com esse nome em três novelas de Manoel Carlos. Em Páginas da Vida, Helena era uma médica auto-suficiente e íntegra, que não desanimou ao descobrir a traição do marido Greg (José Mayer), e lutou contra o preconceito da sociedade ao adotar uma criança com Síndrome de Down, a pequena Clarinha (Joana Mocarzel). No amor, Helena encontrou a felicidade ao lado do médico Diogo (Marcos Paulo).

Taís Araújo, em Viver a Vida (2009): Taís Araújo, a primeira Helena negra idealizada pelo autor, uniu-se nesta semana ao seleto grupo de atrizes. Foram elas que deram vida às Helenas das novelas de Manoel Carlos – a célebre personagem, mulher forte e contraditória, invariavelmente chamada de Helena, é uma marca registrada nas tramas do autor.

Trazendo uma linguagem centrada no perfil psicológico das personagens, Manoel Carlos é tido como o dramaturgo da alma feminina. Suas mulheres são mais ricas e interessantes do que as suas personagens masculinas. É através das mulheres que o autor imprime a sua mensagem, o universo feminino surpreende diante das emoções. À mulher é permitida a expressão de todos os sentimentos. As telenovelas de Manoel Carlos giram em torno de uma Helena (nome que o autor batiza às suas personagens centrais) e das mulheres à sua volta. Os homens no universo das Helenas são meros coadjuvantes dos caprichos delas, dos seus sonhos, da sua evolução como mulher. Inconfundivelmente um mestre que desvenda a alma feminina, Manoel Carlos é o autor preferido das atrizes, fazer uma Helena é a ambição máxima de qualquer estrela de telenovelas. Conhecer um pouco do universo de Manoel Carlos é mergulhar em uma riqueza de conteúdo cada vez mais raro de ser encontrado nas novelas brasileiras.

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Ontem recebi o mimoso selinho acima de dois blogs queridíssimos: o Pura Volúpia e o De Tudo Um Pouco Mais. Nem preciso dizer o quanto fiquei orgulhosa com o carinho das meninas Ju, Mai, Kha, Kacau e Babi (PV) e Enaide Portugal.

Repasso as regras:

* Exiba a imagem do selo que ganhou;

* Publique o link do blog que indicou você;

* Indique 10 blogs de sua preferência;

* Publique as regras;

* Confira se os blogs indicados repassaram o selo e as regras.

Os blogs escolhidos por mim são:


Todos os outros linkados no MM merecem destaque. Para saboreá-los, é só acessar o link de todos eles no sidebar. Obrigada, meninas!

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