06/10/2009

Amor, estranho amor

Atrações do zoológico de Jerusalém, dois abutres machos que se amavam, se separam numa história que envolve amor, paternidade e coincidências sensacionais.


Dashik e Yehuda eram únicos. Ninguém nunca havia ouvido falar de abutres formando um casal gay. Eles dividiram a mesma jaula no zoológico de Jerusalém, em Israel, construíram um ninho, que eles chamavam de deles e chegaram até a criar um filho. Exatamente: um filho.

Foi quando o pessoal do zôo botou um ovo de mentira no ninho deles pra ver o que rolava e os dois abutres passaram a se revezar para chocar o ovo. Depois de 45 dias, o ovo de mentira foi substituído por um filhote de verdade, e esse filhote foi criado como um filho por Dashik e Yehuda. Imagina a alegria do casal de abutres machos ao chegar no próprio ninho e perceber que, agora, eles eram... pais? Sensacional, não?

Mas, calma: ainda tem mais.

Alguns anos depois, porém, o casamento deles acabou. Yahuda se apaixonou por uma fêmea que foi levada ao aviário e preferiu ficar com ela – o que deixou Dashik em profunda depressão.

Dashik ficou tão deprimido que teve de ser transferido para outro zoológico, na universidade de Tel Aviv. Lá, a sorte voltou a sorrir para ele. Dashik encontrou uma fêmea a se apaixonou por ela.

Segundo Michael Erez, chefe da seção de animais, a parte mais esquisita do caso ainda estava por vir.

Veja só: ambas as namoradas, tanto a de Yehuda quando a de Dashik, botaram ovos no mesmo dia. Os ovos de ambas se abriram no mesmo dia, em abril, e deles nasceram dois filhotes, que tinham exatamente o mesmo peso.

Erez diz que, em toda a sua carreira, nunca viu acontecer uma coisa parecida com essa.

É esquisito, mas rima com bonito.

Por Fernando Tucori, do R7

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